domingo, 15 de maio de 2011

MAIS UMA DOSE


A cachaça Pendão é apresentada em garrafa de 700 ml tipo exportação, 42% de graduação alcoólica, o rótulo não é agradável mas passa as informações sobre a bebida.

A Pendão saboreada tem data de fabricação de agosto de 2009, lote 05, produzida e engarrafada por Organizações Onofre Ltda, fazenda Xodó, Itatiaiuçu – MG.

A aparência da cachaça é boa, oleosa, escorre na borda do copo. O aroma de cana com um leve toque de baunilha no final. Por ser uma pinga nova armazenada em dornas de Jequetibá mantém um gosto levemente adocicado, suave, final um pouco ácido, retrogosto leve.

É uma bebida bidestilada, alguns cachacistas definem como um ponto negativo, pois o processo pode interferir na qualidade do sabor e aroma. O próprio Jairo Martins ( http://www.ocachacista.com.br/) afirma que o correto para a cachaça seria uma única destilação.

Esta cachacinha foi uma encomenda que fiz ao amigo Rafael David que trouxe direto do Mercado Central de Belo Horizonte (MG).

Preço: R$ 25,00


Foto: Cavic

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Respeitando a bebida...

Saber beber para beber bem.

Beber uma boa cachaça é muito gratificante, mas para isso devemos ter o respeito no poder de entorpecimento que a bebida pode ocasionar, pequenas doses, equilibrar a bebida com alguns petiscos, intercalar com goles de água é uma das formas de tentar se manter sóbrio.

Sabemos de casos vinculados na mídia onde pessoas irresponsáveis abusam da bebida e trafegam de carro em alta velocidade ocasionando acidentes graves.

O amigo Cleverson Dias elaborou uma história em quadrinhos que retrata muito bem a atitude de pessoas que se embriagam em bares ou postos de gasolina fazendo de seu “Chevrolet” uma arma.

O egoísmo crescente da nossa sociedade e a falta de responsabilidade contribui para tais atitudes.













Salve Cleverson!



Ilustrações: Cleverson Dias

domingo, 8 de maio de 2011

Dá meio-dia todo mundo sai

Pensando na cachaça

E no farto almoço.

Eu abro a minha marmita,

Abobrinha frita,

Carne de pescoço.



O homem que não tem vícios...

Zé Geraldo

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Tomando uma...

O Dodô no Missê acontece todos os sábados e domingos no Missê Mariá comida e arte, a Aline Higa desenvolveu um cardápio com entrada de saladas e como prato principal o Mussacá, comida típica da culinária grega (mussacá Dodô: http://cadernodecozinha.blogspot.com/2011/04/mosaicos.html).

O ambiente é muito agradável para saborear uma boa cachaça, no cardápio de bebidas encontra-se a cachaça Quaty, premiada no 1º concurso de Cachaças do Paraná na categoria não-envelhecida.


berinjelas tostadas



Mussacá sendo preparado

Ana e Aline





cachaça Quaty








Missê Mariá
rua 13 de maio, 336
Curitiba PR



Fotos: Cavic

domingo, 1 de maio de 2011

Aguardente Guarany

Os rótulos de cachaça e de aguardente apresentam imagens curiosas, da Guarany tem o destaque de um índio empunhando um arco e flecha, a figura do índio remete a características de um homem branco. A aguardente de cana Guarany era produzida na cidade de Socorro, SP, na década de 1940.

Pela legislação brasileira a aguardente de cana mantém uma graduação alcoólica de 38% a 54% enquanto a cachaça vai de 38% a 48%. No caso da Guarany é 54 gay-lussac, esta definição vem do químico francês Louis Gay-Lussac que foi responsável pela lei de unidade de medida volumétrica para os álcoois.


terça-feira, 26 de abril de 2011

Cachaça em Morretes

O programa Scientia produzido pela TV da Universidade Federal do Paraná elaborou dois vídeos sobre a Cachaça produzida na região da cidade de Morretes no litoral do Paraná.

O vídeo tem um bom conteúdo onde o Professor Agenor Maccari do departamento de Agronomia da UFPR esclarece sobre o processo da produção da cachaça e o papel da universidade em desenvolver junto aos produtores uma bebida de alta qualidade e que esteja dentro da legislação.


Prof. Agenor Maccari



Tive acesso ao vídeo graças ao Leandro Alves. Salve Leandro!

domingo, 17 de abril de 2011

Tem apaixonado que faz serenata
Tem amor de raça e amor vira-lata
Amor com champanhe, amor com
cachaça

O Negócio É Amar

Dolores Duran/Carlos Lyra

terça-feira, 12 de abril de 2011

Prof. Euripedes

Pensando em uma animação rápida no processo de execução e descontraída, veio a ideia de criar o prof. Euripedes, o educador que esta sempre atento para tirar as dúvidas de seus alunos. A música presente na animação, Alfavaca, é da banda Jennifer Magnética que cedeu o direito de uso.


Salve Magnéticos!








Ilustrações: Cavic

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Será que você tomou cachaça com chuchu
Não vou sem me responder!
Guzzy, guzzy muzzy, hey you!
Guzzy quer dizer que eu te amo
Muzzy quer dizer que eu te adoro
E "hey you" é "ei você", "ei você"...


Guzzy Muzzy

Jorge Mautner

domingo, 3 de abril de 2011

Livro trailer - Morte e vida Severina

A animação “Morte e vida Severina” foi desenvolvida pela equipe Multimeios, série livro trailer, elaborei o storyboard e os desenhos dos personagens.



























Ilustrações: Cavic






quarta-feira, 30 de março de 2011

Marcelo Câmara: o amadeiramento e o veneno


O Globo, 21 de março de 2011, traz esta nota muito simpática sobre o meu trabalho de cachaçólogo e degustador, ofícios que exerço há mais de quarenta anos. Quase tudo certo com a nota do meu colega Joaquim Ferreira dos Santos. Apenas uma correção: eu não abri consultoria. Apenas reativei plenamente, consultoria de vários serviços profissionais que presto há quase vinte anos.

Marcelo Câmara



Sua Excelência, a Cachaça, uma das mais belas expressões da Cultura Brasileira e um importante produto da nossa economia há mais de quatro séculos, tem raras vitórias contra a insistente inhaca, o amadeiramento calhorda e o veneno latente. Atualmente, é uma façanha hercúlea, um milagre até, encontrar no mercado brasileiro e internacional, Cachaça (nova: fresca ou “descansada”) “pessoalmente” e Cachaça Envelhecida (em suas variadas idades), “pessoalmente”, duas bebidas diversas, com excelência sensorial. Isto é, cachaças que podem receber, na minha avaliação, notas acima de 8 (oito), cachaças com aroma agradável de bagaço de cana-de-açúcar (de melado ou rapadura) e com o sabor delicioso e único do destilado nacional. São seis mil marcas ativas no mercado nacional e pouquíssimas, talvez uma dezena de marcas de Cachaças e outra dezena de Cachaças Envelhecidas que apresentam verdadeiras virtudes sensoriais: o fascinante aroma e o gosto rústico e peculiar da cachaça, essa exuberância sensorial virtuosa, forte e inebriante que encanta os estrangeiros e faz tremer as grandes corporações que produzem os outros destilados como a vodca, o rum, o uísque e o hegemônico soju, à base de arroz coreano. As cachaças tem cheiro e gosto de tudo – álcool anidro, madeira, cereal, ervas, frutas, loção pós-barba, conhaque e uísque falsos, perfume barato, água de colônia, remédio, protocolo do INSS guardado – menos o legítimo perfume e gosto de cachaça, de cana.

Noventa e nove por cento das marcas são medianas ou ruins, não são saborosas. Três são os recursos criminosos normalmente utilizados pela grande maioria que fabrica produtos imbebíveis, e quer vender a sua cachaça nauseabunda. O primeiro consiste em tingi-la com madeiras agressivas, amadeirar criminosa e sordidamente, ao máximo, a cachaça, transformá-la numa mistura de etanol e serragem a fim de esconder a inhaca original e dissimular o seu terrível fedor e sabor de veneno. O outro é criar embalagens luxuosas e escrever no rótulo que tem quatro, seis, oito anos de ‘”envelhecimento”. Por último, estabelecer preços altíssimos, irreais, exorbitantes. Estas são as três formas vigentes de enganar, de ludibriar o pingófilo, ignorante, iniciante ou acostumado a beber mal.

Quem sabe fazer e envelhecer cachaça com sabedoria e arte, cachaça com qualidade química e, principalmente, com excelência sensorial, nada teme, nada tem a esconder, e vende os dois tipos da bebida: a nova e a envelhecida. Nenhuma cachaça permanece cachaça, mantém a sua natureza, preserva as características sensoriais próprias da bebida, se passa de quatro, cinco, seis anos armazenada em madeira, mesmo apropriada e tratada. Nenhuma das dez Cachaças de excelência que possivelmente existem ou nenhuma das dez Cachaças Envelhecidas de excelência que possivelmente existem tem perfume e sabor estranhos, esdrúxulos, que não sejam o de cana. Nenhuma delas possui embalagem sofisticada ou custa mais que cinquenta reais. A dica para quem quer se iniciar na degustação: “O olfato é a antessala do paladar. Se a cachaça não tem o perfume peculiar e característico da cana, do bagaço da cana, que remete ao melado, à rapadura ou ao manuê-de-bacia (bolo feito de melado) – pode desprezar. Não é pinga boa".





Marcelo Câmara é autor dos livros:
Cachaça – Prazer Brasileiro (Mauad, Rio, 2004)
Cachaças bebendo e aprendendo – guia prático de degustação / Drinking and learning – Practical guide to tasting (Mauad, Rio, 2006)


domingo, 27 de março de 2011

MAIS UMA DOSE


Produzida e engarrafada pela destilaria Corisco de Paraty Ltda, localidade do Corisco, Paraty, RJ, a cachaça Corisco fabricada em outubro de 2007 apresenta um rótulo simples, agradável e funcional, a garrafa de 900 ml tem um formato comum, clássico. É uma cachaça nova, com 46% de graduação alcoólica.

A aparência é ótima, mostra grande viscosidade escorrendo pela borda do copo lentamente. O aroma de cana levemente adocicado característico da pinga nova. O gosto é robusto com uma leve acidez no final, retrogosto presente.

A capa do disco de vinil (Chico Buarque - Almanaque) ao fundo foi um presente do amigo Juvenal.

Salve Juvenal.


Preço: R$ 44,90

Foto: Cavic

quarta-feira, 23 de março de 2011

Educando - Aranha Marrom

Esta é mais uma animação da série Educando produzida pela equipe do Multimeios do qual eu faço parte.

Confiram.





Ilustrações: Cavic