domingo, 9 de setembro de 2012
Ilustra...
Essa ilustração foi desenvolvida para a animação Livro Trailer, Senhora de José de Alencar.
Ilustração: Cavic
domingo, 2 de setembro de 2012
Tomando uma...
Ponte para Ilha dos Valadares, Paranaguá - PR
No antigo Mercado Municipal do Café em Paranaguá, atualmente é o centro gastronômico de frutos do mar, precisamente no Box 11 encontrei o senhor Arnaldo que reside na cidade desde 1974, pessoa extremamente amistosa que relatou sobre o prédio construído no século XIX onde já tinha sido usado como centro de comercio de escravos e depois transformou em Secretaria Municipal da Fazenda. E foi no box 11 que tomei um cachacinha conversando com o seu proprietário, o Arnaldo, que foi muito atencioso demostrando ser um defensor do patrimônio cultural da cidade.
Mercado Municipal do Café
Arnaldo, proprietário do Box 11
Leandro e o Seu Arnaldo
Prédio na frente do Mercado do Café, já foi utilizado como Prefeitura Municipal
Antigo Mercado de peixes construído em 1914, hoje Mercado do Artesanato
Fotos: Cavic
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Registrando...
O seu
Ricardo, ilustre desconhecido, homem rural, saiu do estado de São Paulo para o estado do Paraná na década de 1950, veio plantar café. No
vídeo postado comenta sobre a decadência do café e relata fatos curiosos, como
o dia em que um circo passava pela cidade e teve um acidente com o caminhão que
transportava os leões, um deles escapou causando pânico na pacata Itaúna do
Sul.
Fotos: Cavic
domingo, 19 de agosto de 2012
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Ilustra...
Ilustração: Cavic
A ilustração do
“bode” foi elaborada para o rótulo da cerveja Cara Preta,
produzida pela cervejaria de Curitiba (PR) Bodebrown, a criação do
rótulo ficou por conta do amigo Rafael Cadilhe David.
A cerveja Cara Preta é
uma Mid Ale de origem inglesa, trata-se de uma bebida pouco etílica
(3,5 % de graduação alcoólica), leve no amargor e um pouco mais
maltada.
No site da
cervejaria Bodebrown trás o seguinte comentário sobre a cerveja:
Cara Preta é uma homenagem aos trabalhadores das
minas de carvão do Reino Unido, que após um longo dia de trabalho
duro com seus rostos ainda manchados de carvão, frequentavam os Pubs
onde consumiam o estilo Mild em doses elevadas.
domingo, 12 de agosto de 2012
Retratos do transporte público
Série: Retratos do transporte público 16
Caneta esferográfica
Cavic
Cavic
Na
volta do trabalho percorro 20 quilômetros, na maioria das vezes utilizo
o transporte público. Durante esse trajeto procuro observar algumas
pessoas e ao chegar em casa elaboro os retratos que deu origem a série
Retratos do Transporte Público.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Bendita Envelhecida
O
envelhecimento das bebidas destiladas sempre foi bem visto pelos seus
apreciadores, a cachaça também entra nessa questão. O nosso
destilado se difere entre cachaça e cachaça envelhecida, pois são
bebidas diferentes.
Enquanto a
maioria dos destilados envelhecidos utilizam o carvalho no seu
processo a cachaça se mostra de maneira diferente, ela é
envelhecida em diversas madeiras como: amburana, amendoim, bálsamo,
carvalho, castanheira, grapa, ipê, jequitibá e freijó.
“A
madeira dos barris, nos quais a cachaça envelhece, vêm componentes
não apenas agradáveis ao olfato, mas também antioxidantes
saudáveis. Um segundo tabu que está caindo, se refere à crença de
que só o carvalho é a madeira própria para a fabricação de
barris. Segundo o professor Douglas Franco, da Universidade de São
Paulo, o Brasil tem madeiras excelentes para isso, mencionando a
árvore amendoim, o jequitibá-rosa, o ipê e o bálsamo, entre
muitas outras. O problema é achar essas espécies, vítimas da
devastação no País” (NOVO, p.63, 2011).
“Após
um ano e meio, a cachaça lacrada em tonel ou barril selado por órgão
oficial de controle atingirá um ótimo estágio de envelhecimento. A
partir dos três anos, submetida ao processo de envelhecimento, a
bebida ingressa na categoria “reserva especial” (CÂMARA, p.50,
2004).
“Estas,
a meu juízo, madeiras nobres para o envelhecimento da cachaça. O
amendoim, nobilíssimo, solene, perfeito. A garapa, devidamente
tratada, tem um cheiro doce, sedutor. O jequitibá, após três ou
quatro envelhecimentos, é discreto. A cachaça é envelhecida, porém
não perde a sua natureza de aguardente de cana-de-açúcar,
permanecendo cachaça” (CÂMARA, p.54, 2004).
CÂMARA,
Marcelo. Cachaça: prazer brasileiro. Rio de Janeiro: Mauad, 2004.
NOVO,
Manoel Agostinho Lima. Viagem ao mundo da cachaça. São Paulo:
NewBook, 2011.
Foto: Cavic
domingo, 5 de agosto de 2012
sexta-feira, 27 de julho de 2012
MAIS UMA DOSE
A Cachaça Genealogia
da Cachaça é produzida e engarrafada pelo Engenho Família Gnatta
(Engenho da Serra) em Morretes (PR), a garrafa é de 750 ml e tem a graduação alcoólica de 39 %.
O rótulo apresenta imagem do antigo
alambique Engenho da Serra e o retrato do patriarca e da matriarca da
família Gnatta, poucas informações sobre a bebida.
A cor é um amarelo
mais intenso,a bebida aparenta alguns resíduos flutuando. O aroma vai de
encontro a cana, uma leve ardência, apesar de ser envelhecida em
carvalho a madeira não se apresenta. O sabor é leve e ácido no
final, não apresenta as características do envelhecimento em
carvalho.
A
bebida foi produzida em edição limitada em comemoração ao
centenário da família Gnatta em Morretes.
Foto: Cavic
domingo, 15 de julho de 2012
terça-feira, 10 de julho de 2012
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Estória da Cachaça
Diz que "Nosso
Senhor Jesus Cristo corria uma vez por uma estrada, fugindo dos
judeus. Morria de fome e de
sede, debaixo de um solão enorme. Já não agüentava mais de
cansaço quando avistou um
canavial. Então escondeu-se entre as suas folhas, refrescou do
calor, descansou, chupou uns
gomos e matou a fome. Ao retirar-se, estendeu as mãos sobre as canas
e as abençoou,
prometendo que delas o homem haveria de tirar boa e doce. No outro dia, à mesma
hora, o diabo saiu das fornalhas do inferno, cornos chifres e o rabo
queimados, galopando
pela estrada foi dar no mesmo canavial. Vendo o verde das canas entendeu de refrescar e
espojar-se nas folhas. As canas, porém, atiraram-lhe pelos,
começando ele a coçar-se.
Furioso, cortou um gomo
e começou a chupar; mas o caldo estava azedo, e caindo-lhe no goto queimou-lhe as
goelas. O diabo então danou-se e prometeu que da cana o homem
haveria de tirar uma bebida tão
ardente como as caldeiras do inferno.
E é por isso que a
cana dá o açúcar, por causa da bênção de Nosso Senhor, e a
cachaça, por causa da maldição
do diabo," conforme uma lenda que Alfredo Brandão colheu em
Alagoas.
Outros contam que a
seca estava braba no sertão. No céu, as nuvens carregadas de chuva passavam, indiferentes.
O gado morria nos campos sem pastagem. As árvores, já sem folhas, esturricadas, pareciam
mãos pedindo piedade, implorando chuva. Os retirantes, em bandos, soturnos, calados,
pareciam mais fantasmas caminhando pelas estradas poeirentas.
Então, um sertanejo
todo o santo dia, pela manhã, caminhava léguas e léguas para ir
buscar água num poço, para a
família beber e salvar umas touceiras de cana plantadas perto de
casa. O poço secou. Para que
as canas não morressem, o pobre homem matou um macaco que ia passando - um macaco
retirante, corrido da seca - e regou com o sangue as touceirinhas,
que melhoraram. O sangue do
macaco acabou; mas, não choveu.
Ia passando um leão
bem grande e velho, cansado, fugindo da estiagem. O homem matou o leão e todo o seu
sangue foi para refrescar as canas. O sangue do leão acabou e as
chuvas não chegaram.
Então o sertanejo que,
de bicho-de-fôlego, só tinha um porco (com licença da palavra),
teve que matar o bichinho,
comeu a carne com sua família e o sangue foi todinho usado para
regar as touceiras de cana.
Antes de ver as canas
morrerem, as chuvas chegaram, com relâmpagos e trovões. Os campos num instante
ficaram bonitos, cobertos de pastagem para o gado. As árvores se
cobriram de folhas, flores e
frutos. As canas ficaram uma beleza.
Dizem que foi por isso
que quando o homem bebe demais fica fazendo macaquices, brabo que só um leão. E,
quando cai, bêbado, ronca como um porco. Entrou pela perna do
pato, saiu pela perna do pinto e el-rei mandou dizer que você contasse mais cinco.
Fonte: MAIOR, Mário
Solto. Cachaça. Rio de Janeiro: Instituto do Açúcar e do Álcool,
1970. 118p.
Ilustração: Cavic
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