sábado, 22 de setembro de 2012

Tomando uma...


Com mais de vinte anos o Bar do Dante é um ótimo lugar para beber uma cachaça saboreando o tradicional bolinho de carne. Durante 12 anos foi bar e mercearia onde hoje se localiza o Bar Jacobina, depois foi para o atual local onde esta há 9 anos.
Estive no Bar do Dante no sábado de manhã, fui recebido por um dos donos, o seu Levi, sócio e pai do Dante que contou algumas histórias e exaltou o salgado mais cobiçado do lugar, o bolinho de carne que chegou a ser vendido 1000 unidades em uma única festa do evento Bohemia. Saboreei o bolinho de carne acompanhado de uma cachacinha produzida no norte do Paraná curtida no guaco, como o seu Levi relatou: “a cachaça no guaco ajuda limpar o pulmão”. Seguindo o seu conselho tomei mais uma dose, a pinga estava bem temperada.
O ambiente é amistoso, com muitas fotos na parede retratando o Seu Levi, o Dante e também a cidade de Curitiba na década de 1940.


Seu Levi, corrida do dia do Soldado

Seu Levi


Posto São Luiz - 1940, Domingos Foggiatto, acervo Cid Destefani



Cachaças temperadas: guaco, amburana, banana e catuaba


Cozinheiras fazendo o pré-preparo da feijoada

Seu Levi e Dante

O camarada Erik




Bar do Dante
R. Conselheiro Carrão, 194
Juvevê, Curitiba - PR



Fotos: Cavic

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Salve a Cachaça!




O dia 13 de setembro refere-se ao dia nacional da Cachaça, essa data foi definida pelo Ibrac (Instituto Brasileiro da Cachaça).
No século XVII foi proibida a comercialização da Cachaça no Brasil, a corte Portuguesa pretendia apenas permitir a venda da Bagaceira, bebida típica de Portugal. Com isso houve uma revolta que favoreceu a legalização da Cachaça no dia 13 de setembro de 1660, ficando marcado assim como a Revolta da Cachaça.
As fotos postadas aqui são de autoria do conceituado fotógrafo Araquém Alcântara, pertence ao livro “Cachaça” que tem o texto produzido pelo sommelier Manoel Beato.





Januária - MG

Januária - MG

Montes Clarinhos - MG

Paraty - RJ



Fotos: Araquém Alcântara

domingo, 9 de setembro de 2012

Ilustra...


Essa ilustração foi desenvolvida para a animação Livro Trailer, Senhora de José de Alencar.






Ilustração: Cavic

domingo, 2 de setembro de 2012

Tomando uma...

Ponte para Ilha dos Valadares, Paranaguá - PR 



No antigo Mercado Municipal do Café em Paranaguá, atualmente é o centro gastronômico de frutos do mar, precisamente no Box 11 encontrei o senhor Arnaldo que reside na cidade desde 1974, pessoa extremamente amistosa que relatou sobre o prédio construído no século XIX onde já tinha sido usado como centro de comercio de escravos e depois transformou em Secretaria Municipal da Fazenda. E foi no box 11 que tomei um cachacinha conversando com o seu proprietário, o Arnaldo, que foi muito atencioso demostrando ser um defensor do patrimônio cultural da cidade.



Mercado Municipal do Café







Arnaldo, proprietário do Box 11



Leandro e o Seu Arnaldo

Prédio na frente do Mercado do Café, já foi utilizado como Prefeitura Municipal

Antigo Mercado de peixes construído em 1914, hoje Mercado do Artesanato







Fotos: Cavic




sexta-feira, 31 de agosto de 2012


Com quinze anos de idade
Mudei pra cidade
Saí da escola
Era rapazola
Deixei de estudar 
Fui caixeiro num bar
Trinta mil réis por mês
Pra servir os freguês
Vendendo cachaça
Aturando ruaça

Minha Vida

Tião Carreiro e Pardinho

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Registrando...



 O seu Ricardo, ilustre desconhecido, homem rural, saiu do estado de São Paulo para o estado do Paraná na década de 1950, veio plantar café. No vídeo postado comenta sobre a decadência do café e relata fatos curiosos, como o dia em que um circo passava pela cidade e teve um acidente com o caminhão que transportava os leões, um deles escapou causando pânico na pacata Itaúna do Sul.


 



















Fotos: Cavic


domingo, 19 de agosto de 2012


Dentro a noite adentro
A afogar suas frustrações
Com pouco dinheiro e a pior das intenções
Bebeu o que pode da cachaça mais vulgar
Ébrio como um cão
Foi posto pra fora de um bar



Indigestão de um Desertor
Giovanni Caruso e o Escambau


quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Ilustra...

 Ilustração: Cavic




A ilustração do “bode” foi elaborada para o rótulo da cerveja Cara Preta, produzida pela cervejaria de Curitiba (PR) Bodebrown, a criação do rótulo ficou por conta do amigo Rafael Cadilhe David.
A cerveja Cara Preta é uma Mid Ale de origem inglesa, trata-se de uma bebida pouco etílica (3,5 % de graduação alcoólica), leve no amargor e um pouco mais maltada.
No site da cervejaria Bodebrown trás o seguinte comentário sobre a cerveja:
Cara Preta é uma homenagem aos trabalhadores das minas de carvão do Reino Unido, que após um longo dia de trabalho duro com seus rostos ainda manchados de carvão, frequentavam os Pubs onde consumiam o estilo Mild em doses elevadas.










domingo, 12 de agosto de 2012

Retratos do transporte público



Série: Retratos do transporte público 16
Caneta esferográfica
Cavic
Na volta do trabalho percorro 20 quilômetros, na maioria das vezes utilizo o transporte público. Durante esse trajeto procuro observar algumas pessoas e ao chegar em casa elaboro os retratos que deu origem a série Retratos do Transporte Público.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Bendita Envelhecida


O envelhecimento das bebidas destiladas sempre foi bem visto pelos seus apreciadores, a cachaça também entra nessa questão. O nosso destilado se difere entre cachaça e cachaça envelhecida, pois são bebidas diferentes.
Enquanto a maioria dos destilados envelhecidos utilizam o carvalho no seu processo a cachaça se mostra de maneira diferente, ela é envelhecida em diversas madeiras como: amburana, amendoim, bálsamo, carvalho, castanheira, grapa, ipê, jequitibá e freijó.
“A madeira dos barris, nos quais a cachaça envelhece, vêm componentes não apenas agradáveis ao olfato, mas também antioxidantes saudáveis. Um segundo tabu que está caindo, se refere à crença de que só o carvalho é a madeira própria para a fabricação de barris. Segundo o professor Douglas Franco, da Universidade de São Paulo, o Brasil tem madeiras excelentes para isso, mencionando a árvore amendoim, o jequitibá-rosa, o ipê e o bálsamo, entre muitas outras. O problema é achar essas espécies, vítimas da devastação no País” (NOVO, p.63, 2011).
“Após um ano e meio, a cachaça lacrada em tonel ou barril selado por órgão oficial de controle atingirá um ótimo estágio de envelhecimento. A partir dos três anos, submetida ao processo de envelhecimento, a bebida ingressa na categoria “reserva especial” (CÂMARA, p.50, 2004).
“Estas, a meu juízo, madeiras nobres para o envelhecimento da cachaça. O amendoim, nobilíssimo, solene, perfeito. A garapa, devidamente tratada, tem um cheiro doce, sedutor. O jequitibá, após três ou quatro envelhecimentos, é discreto. A cachaça é envelhecida, porém não perde a sua natureza de aguardente de cana-de-açúcar, permanecendo cachaça” (CÂMARA, p.54, 2004).


CÂMARA, Marcelo. Cachaça: prazer brasileiro. Rio de Janeiro: Mauad, 2004.
NOVO, Manoel Agostinho Lima. Viagem ao mundo da cachaça. São Paulo: NewBook, 2011.





Foto: Cavic

domingo, 5 de agosto de 2012


sexta-feira, 27 de julho de 2012

MAIS UMA DOSE



A Cachaça Genealogia da Cachaça é produzida e engarrafada pelo Engenho Família Gnatta (Engenho da Serra) em Morretes (PR), a garrafa é de 750 ml e tem a graduação alcoólica de 39 %. 
O rótulo apresenta imagem do antigo alambique Engenho da Serra e o retrato do patriarca e da matriarca da família Gnatta, poucas informações sobre a bebida.
A cor é um amarelo mais intenso,a bebida aparenta alguns resíduos flutuando. O aroma vai de encontro a cana, uma leve ardência, apesar de ser envelhecida em carvalho a madeira não se apresenta. O sabor é leve e ácido no final, não apresenta as características do envelhecimento em carvalho.
A bebida foi produzida em edição limitada em comemoração ao centenário da família Gnatta em Morretes.





Foto: Cavic