quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Ilustre Desconhecido


O vídeo aqui postado não apresenta uma boa qualidade, mas vale pelo registro. O amigo Joaquim relata alguns casos reais envolvendo a cachaça, também acaba comentando sobre o conhaque de alcatrão São João da Barra, o conhaque dos milagres, para saber mais sobre esta bebida confira o link: http://nipecfaficconhaque.blogspot.com/ .
O Joaquim é uma pessoa generosa que sempre quando nos encontramos lembro uma canção que diz:


À tarde, quando eu volto do trabalho, mestre Joaquim pergunta assim pra mim:

- Como vão as coisas? Como vão as coisas? Como vão as coisas, menino?

E eu respondo assim:

- Minha namorada voltou para o norte, ficou quase louca e arranjou um emprego muito bom. Meu melhor amigo foi atropelado, voltando para casa... Caso comum de trânsito, caso comum de trânsito, caso comum de trânsito (Belchior).

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Da meia noite para frente
Toda aquela gente
Tava na cachaça




Desencoste da Chiquinha
Jacó e Jacozinho

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Certos contaminantes...



Algumas substâncias aparecem durante o processo de produção da cachaça, são compostos orgânicos e inorgânicos, estarei postando algumas informações sobre esses contaminantes que também influenciam na qualidade da cachaça.
“A presença de certos contaminantes, tanto leveduras quanto bactérias, está relacionada com a produção de congêneres secundários que contruibuem de forma benéfica para a qualidade da bebida, uma vez que esses compostos, em proporções equilibradas, são responsáveis pelo sabor e aroma da bebida” (CARVALHO, 2007 apud PACKOWSKI, 1978; SCHWAN et al., 2001).

COBRE - recomendação diária permitida de 1,5 a 3 mg/dia. O excesso de cobre pode ser tóxico. Basicamente, cachaças com teores elevados de cobre indicam falta de higienização do alambique, principalmente durante as paradas. Recomenda-se encher o alambique e as serpentinas com água para evitar a oxidação do cobre e contaminação da cachaça pelo metal.
ACIDEZ - A alta acidez pode ser atribuída à contaminação da cana ou do próprio mosto fermentado por bactérias acéticas. . Uma vez terminada a fermentação, proceder à destilação o mais breve possível, a fim de evitar a proliferação de bactérias acéticas, que aumentam a acidez.
Ésteres - expresso em acetato de etila, que em pequena quantidade dá um aroma agradável de frutas


Fonte: Certificação da Cachaça de Alambique, INMETRO, SEBRAE.

CARVALHO, Osmar Vaz Neto. Identificação da bactérias contaminantes de fermento de cachaça por sequenciamento do gene 16S rDNA. Piracicaba: Universidade de São Paulo Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, Microbiologia Agricola, 2007.


Ilustração: Cavic

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada


Águas de Março
Tom Jobim

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Fogado

O vídeo postado é apenas um trecho do DVD Cozinha da Fazenda volume 1 do Globo Rural. Mostra o prato “Fogado” elaborado pelo seu Otávio Fonseca do Vale do Paraíba (SP), antes de saborear o prato ele dá um gole na bendita pinga e argumenta que “desce queimando”. Uma boa pinga pode ser suave, leve (envelhecida) e também rústica, agressiva (nova). Mas quando bebemos pausadamente respeitando o poder deste destilado ele não desce rasgando e sim de forma agradável permitindo sentir seu sabor e aromas.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

A depender de mim
Os psicanalistas estão fritos
Eu mesmo é que resolvo os meus conflitos
Com aspirina amor ou com cachaça




A Depender de Mim
Zeca Baleiro

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Para beber...

Para beber uma boa cachaça tem que saber respeitar a bebida, tomar em doses homeopáticas. Os que bebem de mais perdem a noção, não respeita a qualidade da bebida e não percebe os efeitos sensoriais que atinge o nosso corpo e mente.

Vai algumas dicas para controlar a bebedeira:


"Na própria pingaterapia são encontrados os remédios para curar o terrível vício da embriaguez, em cujo preparo há qualquer causa de magia. O embriagado com três pingos de limão no ouvido despertará, mas para deixar o vício, eis algumas receitas: torra-se a moela de galinha preta e dissolve-se na cachaça. O resguardo é um tabu: nunca mais poderá comer carne de galinha preta, caso o faça, voltará o vício. Outras receitas: terra de cemitério; pingos de sangue de urubu; cavalo-marinho (hipocampo); minhoca ralada; deixar a carne de vaca magra de molho durante 15 dias, colocar uma pitada de ácido tartárico. Em qualquer dos casos acima, a via é sempre cachaça. Na excretoterapia há uma receita para curar o vício: titica de galinha na cachaça. Deve-se dar quando o paciente já estiver bem "chupado" a fim de não perceber o que é que está bebendo".



Fonte: http://www.jangadabrasil.com.br/setembro49/especial15.htm

domingo, 5 de dezembro de 2010

MAIS UMA DOSE


Produzida e engarrafada pela Cooperativa Agroindustrial de Cana de Açúcar Nova Aurora (Copercana), comunidade Anta Gorda, Fazenda Santa Catarina em Nova Aurora (PR), a cachaça SAGRA apresenta um rótulo funcional passando informações sobre localização e composição. Uma bebida orgânica, branca com graduação alcoólica de 41%.
A aparência da cachaça é agradável, límpida, escorre no copo. O aroma é leve, remetendo a cana, azeitonas. Uma pinga nova, mas com sabor suave.
Foto: Cavic

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Retratos do transporte público




Série: Retratos do transporte público 11

Caneta esferográfica

Cavic



Na volta do trabalho percorro 18 quilômetros, na maioria das vezes utilizo o transporte público. Durante esse trajeto procuro observar algumas pessoas e ao chegar em casa elaboro os retratos que deu origem a série Retratos do Transporte Público.

domingo, 28 de novembro de 2010

MAIS UMA DOSE


A cachaça Águas da Fortuna mantém um rótulo simples destacando o envelhecimento em tonéis de carvalho e o engenho com seus 61 anos, a garrafa contém 960 ml, tampa de plástico com dosador, graduação alcoólica de 39%. Produzido por Irmãos Leal, estrada do Anhaia, km 12, Morretes (PR), Engenho do Diquinho. A cana utilizada é chamada popularmente de havaianinha.
A cor agradável, levemente amarelada, textura licorosa. O aroma remete a baunilha, um pouco agressivo “queimando” a narina. O gosto um pouco ácido, apesar de envelhecida mantém um sabor rústico, seco com toques de baunilha.
Foto: Cavic

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

João Cândido, algo a dizer!?


Mãe eu estou aqui a fim de lhe avisar
Que minha vida com ele não tem mais jeito não
Oh mãe!
Ele não trabalha, não faz nada
Só aparece de madrugada,
Todo alcoolatrado, e o corpo fechado


MÃE EU JURO!
(Peteleco/Marques Filho)

domingo, 21 de novembro de 2010

MAIS UMA DOSE


A Fein Schnaps é produzida na cidade de Corupá (SC), ela é armazenada em tonéis de carvalho, a graduação alcoólica é de 38%, essas informações estão no site da bebida.
A imagem de um canavial esta presente no rótulo, a cor vai ao branco levemente amarelado, o aroma é discreto e com um “toque” de madeira, o sabor sutil da madeira e um pouco ácido, não apresenta o retrogosto.
Schnaps é um tipo de bebida destilada. A palavra schnapps é derivado da palavra alemão Schnaps (plural, Schnäpse), toda a bebida alcoólica forte, mas particularmente aqueles que contêm pelo menos 32% ABV” (Disponível em : http://www.worldlingo.com/ma/enwiki/pt/Schnapps ).
Foto: Cavic