domingo, 27 de novembro de 2016

MAIS UMA DOSE



A cachaça MATODENTRO Premium prata tem rótulo simples e bem elaborado, destaca a figura de um caboclo, agricultor ou caipira no trabalho rural. A garrafa saboreada tem 300ml de conteúdo e 42% de graduação alcoólica. A bebida é fabricada e engarrafada por Manoel Romulo Cembranelli, estância turística de São Luiz do Paraitinga – SP. A cidade de São Luiz do Paraitinga é histórica com vários casarões do século XVIII, também é conhecida como o “Último reduto Caipira”.
A Matodentro é límpida, no nariz é doce, remete a cana, garapa. Na boca é macia, adocicado, característica de uma pinga branca que foi descansada em madeira neutra que não afeta na cor ou no aroma, no caso dessa bebida foi armazenada em tonéis de Amendoim por um ano, deixando ela “leve”  e menos ácida.




Foto:Cavic

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Tomando uma...





Andando pela Colônia Murici encontrei um bar com mais de cem anos, pertence a família Valoski, atualmente é administrado pela Val Valoski. O artesão e escritor Léo S. Bella mantém uma loja no mesmo prédio do bar, trabalha com madeira, tem uma diversidade de utensílios e objetos de decoração, a muiracatiara é uma das madeiras utilizadas por ele, a maioria dessas madeiras são restos vindo da construção civil.
O local é conhecido como Empório Dona Eugênia, lugar simples e muito agradável, as cachaças comercializadas não são de boa qualidade, tem como destaque algumas “garrafadas”. Acabei bebendo uma delas, pinga com losna, bebida amarga, mas atrativa, limpa a boca, como diz o meu amigo Joaquim um verdadeiro “medicamento”. A losna é bem conhecida na medicina popular, tem um provérbio de Salomão que faz citação a ela destacando o seu amargor: “a infidelidade, ainda que possa se excitante e doce no início, costuma ter um fim amargo como a losna”.







Léo Bella





Ema Valoski, 93 anos, nascida onde hoje é o bar





Vista em frente ao bar




Empório Dona Eugênia
Colônia Murici
São José dos Pinhais - PR 




Fotos: Cavic

terça-feira, 18 de outubro de 2016

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

MAIS UMA DOSE




A aguardente Rainha tem um rótulo simples e funcional destacando “desde 1877”.

Produzida e engarrafada por M. Bezerra Cavalcanti e Cia Ltda, engenho Goiamunduba, zona rural de Bananeiras na Paraíba. A garrafa contém 350 ml, mas também é comercializada em 600 ml.

A Rainha já foi mostrada aqui no Mídauma graças ao amigo paraibano Rui Bolivar do bar Pirambeleza.

A bebida tem uma aparência agradável e licorosa no copo. A sua graduação alcoólica é de 50%, pela legislação brasileira esse destilado enquadra em uma aguardente de cana e não cachaça, pois a aguardente remete a bebida com graduação que vai até 54%, enquanto a cachaça é de 38 a 48% de graduação. No nariz vem o cheiro da cana, melado. Na boca é possível sentir o álcool, mas mesmo sendo uma bebida nova, apenas descansa, é fácil de beber e saborosa. 






Foto: Cavic

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Ilustra...

As ilustrações aqui postadas faz parte da série “Livro Trailler”, O Cortiço de Aluísio Azevedo, obra literária publicada em 1890. A animação foi produzida pela Coordenação de Produção Multimídia do qual faço parte.
































Ilustrações: Cavic

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Revolta da Cachaça


O dia 13 de setembro refere-se ao dia nacional da Cachaça, essa data foi definida pelo Ibrac (Instituto Brasileiro da Cachaça).
No século XVII foi proibida a comercialização da Cachaça no Brasil, a corte Portuguesa pretendia apenas permitir a venda da Bagaceira, bebida típica de Portugal. Com isso houve uma revolta que favoreceu a legalização da Cachaça no dia 13 de setembro de 1660, ficando marcado assim como a Revolta da Cachaça.

domingo, 4 de setembro de 2016

sábado, 3 de setembro de 2016

Ilustra...

Véio Caboclo








Ilustração: Cavic

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Cachaça e Literatura



O pesquisador, escritor e degustador de Cachaça Marcelo Câmara divulgou algumas “revelações sobre personalidades da política e da cultura brasileira”. São textos elaborados por ele sobre fatos e curiosidades de várias personalidades brasileiras, uma delas é do escritor Graciliano Ramos, onde escreve sua preferência pela cachaça Azuladinha, bebida que tem a característica de ter cor azulada devido a destilação com cascas de mexerica ou tangerina. A cachaça Laranjinha Celeste é produzida dessa maneira, o cheiro remete a mexerica diferente do que é relatado no texto do Macelo Câmara. Confiram: 

Graciliano Ramos – O genial escritor, ateu, tinha a Bíblia como livro de cabeceira, e só bebia cachaça. E foi assim durante toda a vida. Um amigo meu, seu vizinho no Catete, Rio de Janeiro, me contou que o autor de “Vidas Secas” tinha como companheira uma pinga de nome Azuladinha, do Engenho de Bernardo Rollemberg, de Coruripe, das Alagoas. Degustei-a em 1995. Cachaça mediana, apenas bebível, longe da Excelência Sensorial.
Aliás, o nome da pinga – Azuladinha – é, na verdade, um diminutivo do tipo de cachaça Azulada (pela lei em vigor, hoje, “Cachaça composta”), nascida em Paraty, no Século XIX. Trata-se de uma cachaça nova, branca, que recebe na panela do alambique folhas de tangerina, conferindo-lhe, contra a luz, um tom azulado.
Não há mudança no aroma ou no sabor. No início do Século XX, o Nordeste se apropriou do nome “Azulada”, transformando o tipo de cachaça em várias marcas de cachaça, substituindo as folhas de tangerina por cascas de banana d’água, o que provoca o mesmo efeito cromático.





Ilustração: Cavic

domingo, 14 de agosto de 2016

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

MAIS UMA DOSE



A aguardente composta Laranjinha Celeste é produzida e engarrafada no Sítio Santo Antônio em Paraty (RJ), no mesmo alambique onde é fabricada a cachaça Maria Izabel.
O rótulo é muito bem elaborado, não traz informações sobre a graduação alcoólica e a característica da bebida, a garrafa contém 275 ml.
A Laranjinha Celeste não é uma Cachaça, como utiliza folhas de mexerica no processo de destilação passa a ser uma aguardente composta de acordo com a legislação brasileira. Essa bebida é apenas comercializada diretamente no alambique, foi o que relatou a proprietária Maria Izabel.
A aguardente é límpida, escorre bem na borda do copo, é levemente azulada característica da destilação com casca de mexerica. No nariz vem o cheiro da cana, uva e a mexerica. O sabor é agradável, com uma certa acidez, no retrogosto percebe-se a mexerica.




Foto: Cavic

domingo, 31 de julho de 2016