domingo, 5 de agosto de 2012
sexta-feira, 27 de julho de 2012
MAIS UMA DOSE
A Cachaça Genealogia
da Cachaça é produzida e engarrafada pelo Engenho Família Gnatta
(Engenho da Serra) em Morretes (PR), a garrafa é de 750 ml e tem a graduação alcoólica de 39 %.
O rótulo apresenta imagem do antigo
alambique Engenho da Serra e o retrato do patriarca e da matriarca da
família Gnatta, poucas informações sobre a bebida.
A cor é um amarelo
mais intenso,a bebida aparenta alguns resíduos flutuando. O aroma vai de
encontro a cana, uma leve ardência, apesar de ser envelhecida em
carvalho a madeira não se apresenta. O sabor é leve e ácido no
final, não apresenta as características do envelhecimento em
carvalho.
A
bebida foi produzida em edição limitada em comemoração ao
centenário da família Gnatta em Morretes.
Foto: Cavic
domingo, 15 de julho de 2012
terça-feira, 10 de julho de 2012
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Estória da Cachaça
Diz que "Nosso
Senhor Jesus Cristo corria uma vez por uma estrada, fugindo dos
judeus. Morria de fome e de
sede, debaixo de um solão enorme. Já não agüentava mais de
cansaço quando avistou um
canavial. Então escondeu-se entre as suas folhas, refrescou do
calor, descansou, chupou uns
gomos e matou a fome. Ao retirar-se, estendeu as mãos sobre as canas
e as abençoou,
prometendo que delas o homem haveria de tirar boa e doce. No outro dia, à mesma
hora, o diabo saiu das fornalhas do inferno, cornos chifres e o rabo
queimados, galopando
pela estrada foi dar no mesmo canavial. Vendo o verde das canas entendeu de refrescar e
espojar-se nas folhas. As canas, porém, atiraram-lhe pelos,
começando ele a coçar-se.
Furioso, cortou um gomo
e começou a chupar; mas o caldo estava azedo, e caindo-lhe no goto queimou-lhe as
goelas. O diabo então danou-se e prometeu que da cana o homem
haveria de tirar uma bebida tão
ardente como as caldeiras do inferno.
E é por isso que a
cana dá o açúcar, por causa da bênção de Nosso Senhor, e a
cachaça, por causa da maldição
do diabo," conforme uma lenda que Alfredo Brandão colheu em
Alagoas.
Outros contam que a
seca estava braba no sertão. No céu, as nuvens carregadas de chuva passavam, indiferentes.
O gado morria nos campos sem pastagem. As árvores, já sem folhas, esturricadas, pareciam
mãos pedindo piedade, implorando chuva. Os retirantes, em bandos, soturnos, calados,
pareciam mais fantasmas caminhando pelas estradas poeirentas.
Então, um sertanejo
todo o santo dia, pela manhã, caminhava léguas e léguas para ir
buscar água num poço, para a
família beber e salvar umas touceiras de cana plantadas perto de
casa. O poço secou. Para que
as canas não morressem, o pobre homem matou um macaco que ia passando - um macaco
retirante, corrido da seca - e regou com o sangue as touceirinhas,
que melhoraram. O sangue do
macaco acabou; mas, não choveu.
Ia passando um leão
bem grande e velho, cansado, fugindo da estiagem. O homem matou o leão e todo o seu
sangue foi para refrescar as canas. O sangue do leão acabou e as
chuvas não chegaram.
Então o sertanejo que,
de bicho-de-fôlego, só tinha um porco (com licença da palavra),
teve que matar o bichinho,
comeu a carne com sua família e o sangue foi todinho usado para
regar as touceiras de cana.
Antes de ver as canas
morrerem, as chuvas chegaram, com relâmpagos e trovões. Os campos num instante
ficaram bonitos, cobertos de pastagem para o gado. As árvores se
cobriram de folhas, flores e
frutos. As canas ficaram uma beleza.
Dizem que foi por isso
que quando o homem bebe demais fica fazendo macaquices, brabo que só um leão. E,
quando cai, bêbado, ronca como um porco. Entrou pela perna do
pato, saiu pela perna do pinto e el-rei mandou dizer que você contasse mais cinco.
Fonte: MAIOR, Mário
Solto. Cachaça. Rio de Janeiro: Instituto do Açúcar e do Álcool,
1970. 118p.
Ilustração: Cavic
sábado, 30 de junho de 2012
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Ilustra...
Essas ilustrações
fazem parte da animação Recreio com História – Rafael, produzida
pela equipe Multimeios.
Ilustrações: Cavic
domingo, 17 de junho de 2012
1° CACHARITIBA
No mês de maio aconteceu em Curitiba no Mercado Municipal o
evento Cacharitiba, voltado para a divulgação da boa Cachaça. A loja
especializada em cachaça Vô Milano foi responsável pela organização que teve
como atração o curso de degustação e apreciação da cachaça ministrado pelo
pesquisador e degustador carioca Manoel Agostinho Lima Novo. Juntamente com
isso houve a exposição de várias cachaças com a presença de seus produtores.
Entre as marcas presentes estavam: Casa Bucco (RS), Companheira (PR), Harmonie
Schnaps (RS), Porto Morretes (PR), Terra Vermelha (PR), Velho Alambique (RS),
Weber Haus (RS) e a Brigadeiros e Aromas que elabora uma diversidade de
brigadeiros tendo também como ingrediente a cachaça envelhecida.
Durante o evento os produtores apresentaram suas cachaças
permitindo a degustação e esclarecimentos sobre o processo de produção.
Brigadeiro elaborado com cachaça envelhecida
O degustador e pesquisador de cachaça Manoel Agostinho
comentou sobre a elitização da cachaça, sua preferencia entre cachaça nova e
envelhecida e harmonização. Relatando a combinação da bebida com comidas
gordurosas sendo que as massas devem ser evitadas na harmonização.
Fotos: Cavic
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Prevenção de afogamentos em água doce
Mais uma produção da equipe Multimeios do qual faço parte. Essa animação é uma parceria com a Devesa Civil do Paraná juntamente com a
Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático.
Ilustrações: Cavic
quarta-feira, 13 de junho de 2012
domingo, 3 de junho de 2012
MAIS UMA DOSE
A cachaça orgânica Terra Vermelha lote 06 – 2006 é produzida pela Agroindústria
Engenho Terra Vermelha S.A., Assai, Paraná. O rótulo é bem apresentado,
contrastes com cores complementares, ilustração estilizada de um engenho. O contra
rótulo trás boas informações sobre a bebida. A garrafa contém 670 ml, graduação
alcoólica de 40%, por ser uma bebida armazenada em tonéis de jequitibá rosa
mantém suas características de pinga nova com certa maciez.
A pinga é límpida, falta um pouco de perna, escorre pouco na borda do
copo. Como toda cachaça nova o aroma vai de encontro a cana, adocicado, notas
de pera, terra molhada. O sabor leve, agradável, pouca acidez, retrogosto presente.
Essa cachaça foi um presente do amigo Marco Alexandre de Souza Serra,
vulgo KiKo.
Foto: Cavic
quinta-feira, 31 de maio de 2012
terça-feira, 29 de maio de 2012
Maria Izabel
A
Tv Folha produziu um ótimo vídeo retratando a cachaça Maria Izabel
de Parati (RJ).
A
empresária Maria Izabel fala sobre a sua pequena produção de
cachaça e o ambiente de encanto no sítio Santo Antônio onde se
encontra o alambique.
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