sexta-feira, 31 de agosto de 2012


Com quinze anos de idade
Mudei pra cidade
Saí da escola
Era rapazola
Deixei de estudar 
Fui caixeiro num bar
Trinta mil réis por mês
Pra servir os freguês
Vendendo cachaça
Aturando ruaça

Minha Vida

Tião Carreiro e Pardinho

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Registrando...



 O seu Ricardo, ilustre desconhecido, homem rural, saiu do estado de São Paulo para o estado do Paraná na década de 1950, veio plantar café. No vídeo postado comenta sobre a decadência do café e relata fatos curiosos, como o dia em que um circo passava pela cidade e teve um acidente com o caminhão que transportava os leões, um deles escapou causando pânico na pacata Itaúna do Sul.


 



















Fotos: Cavic


domingo, 19 de agosto de 2012


Dentro a noite adentro
A afogar suas frustrações
Com pouco dinheiro e a pior das intenções
Bebeu o que pode da cachaça mais vulgar
Ébrio como um cão
Foi posto pra fora de um bar



Indigestão de um Desertor
Giovanni Caruso e o Escambau


quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Ilustra...

 Ilustração: Cavic




A ilustração do “bode” foi elaborada para o rótulo da cerveja Cara Preta, produzida pela cervejaria de Curitiba (PR) Bodebrown, a criação do rótulo ficou por conta do amigo Rafael Cadilhe David.
A cerveja Cara Preta é uma Mid Ale de origem inglesa, trata-se de uma bebida pouco etílica (3,5 % de graduação alcoólica), leve no amargor e um pouco mais maltada.
No site da cervejaria Bodebrown trás o seguinte comentário sobre a cerveja:
Cara Preta é uma homenagem aos trabalhadores das minas de carvão do Reino Unido, que após um longo dia de trabalho duro com seus rostos ainda manchados de carvão, frequentavam os Pubs onde consumiam o estilo Mild em doses elevadas.










domingo, 12 de agosto de 2012

Retratos do transporte público



Série: Retratos do transporte público 16
Caneta esferográfica
Cavic
Na volta do trabalho percorro 20 quilômetros, na maioria das vezes utilizo o transporte público. Durante esse trajeto procuro observar algumas pessoas e ao chegar em casa elaboro os retratos que deu origem a série Retratos do Transporte Público.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Bendita Envelhecida


O envelhecimento das bebidas destiladas sempre foi bem visto pelos seus apreciadores, a cachaça também entra nessa questão. O nosso destilado se difere entre cachaça e cachaça envelhecida, pois são bebidas diferentes.
Enquanto a maioria dos destilados envelhecidos utilizam o carvalho no seu processo a cachaça se mostra de maneira diferente, ela é envelhecida em diversas madeiras como: amburana, amendoim, bálsamo, carvalho, castanheira, grapa, ipê, jequitibá e freijó.
“A madeira dos barris, nos quais a cachaça envelhece, vêm componentes não apenas agradáveis ao olfato, mas também antioxidantes saudáveis. Um segundo tabu que está caindo, se refere à crença de que só o carvalho é a madeira própria para a fabricação de barris. Segundo o professor Douglas Franco, da Universidade de São Paulo, o Brasil tem madeiras excelentes para isso, mencionando a árvore amendoim, o jequitibá-rosa, o ipê e o bálsamo, entre muitas outras. O problema é achar essas espécies, vítimas da devastação no País” (NOVO, p.63, 2011).
“Após um ano e meio, a cachaça lacrada em tonel ou barril selado por órgão oficial de controle atingirá um ótimo estágio de envelhecimento. A partir dos três anos, submetida ao processo de envelhecimento, a bebida ingressa na categoria “reserva especial” (CÂMARA, p.50, 2004).
“Estas, a meu juízo, madeiras nobres para o envelhecimento da cachaça. O amendoim, nobilíssimo, solene, perfeito. A garapa, devidamente tratada, tem um cheiro doce, sedutor. O jequitibá, após três ou quatro envelhecimentos, é discreto. A cachaça é envelhecida, porém não perde a sua natureza de aguardente de cana-de-açúcar, permanecendo cachaça” (CÂMARA, p.54, 2004).


CÂMARA, Marcelo. Cachaça: prazer brasileiro. Rio de Janeiro: Mauad, 2004.
NOVO, Manoel Agostinho Lima. Viagem ao mundo da cachaça. São Paulo: NewBook, 2011.





Foto: Cavic

domingo, 5 de agosto de 2012


sexta-feira, 27 de julho de 2012

MAIS UMA DOSE



A Cachaça Genealogia da Cachaça é produzida e engarrafada pelo Engenho Família Gnatta (Engenho da Serra) em Morretes (PR), a garrafa é de 750 ml e tem a graduação alcoólica de 39 %. 
O rótulo apresenta imagem do antigo alambique Engenho da Serra e o retrato do patriarca e da matriarca da família Gnatta, poucas informações sobre a bebida.
A cor é um amarelo mais intenso,a bebida aparenta alguns resíduos flutuando. O aroma vai de encontro a cana, uma leve ardência, apesar de ser envelhecida em carvalho a madeira não se apresenta. O sabor é leve e ácido no final, não apresenta as características do envelhecimento em carvalho.
A bebida foi produzida em edição limitada em comemoração ao centenário da família Gnatta em Morretes.





Foto: Cavic

domingo, 15 de julho de 2012

terça-feira, 10 de julho de 2012

Ilustra...














Ilustrações desenvolvidas para a animação Recreio com História - Guilherme.




Ilustrações: Cavic

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Estória da Cachaça

Diz que "Nosso Senhor Jesus Cristo corria uma vez por uma estrada, fugindo dos judeus. Morria de fome e de sede, debaixo de um solão enorme. Já não agüentava mais de cansaço quando avistou um canavial. Então escondeu-se entre as suas folhas, refrescou do calor, descansou, chupou uns gomos e matou a fome. Ao retirar-se, estendeu as mãos sobre as canas e as abençoou, prometendo que delas o homem haveria de tirar boa e doce. No outro dia, à mesma hora, o diabo saiu das fornalhas do inferno, cornos chifres e o rabo
queimados, galopando pela estrada foi dar no mesmo canavial. Vendo o verde das canas entendeu de refrescar e espojar-se nas folhas. As canas, porém, atiraram-lhe pelos, começando ele a coçar-se.
Furioso, cortou um gomo e começou a chupar; mas o caldo estava azedo, e caindo-lhe no goto queimou-lhe as goelas. O diabo então danou-se e prometeu que da cana o homem haveria de tirar uma bebida tão ardente como as caldeiras do inferno. 
E é por isso que a cana dá o açúcar, por causa da bênção de Nosso Senhor, e a cachaça, por causa da maldição do diabo," conforme uma lenda que Alfredo Brandão colheu em Alagoas. 




 Outros contam que a seca estava braba no sertão. No céu, as nuvens carregadas de chuva passavam, indiferentes. O gado morria nos campos sem pastagem. As árvores, já sem folhas, esturricadas, pareciam mãos pedindo piedade, implorando chuva. Os retirantes, em bandos, soturnos, calados, pareciam mais fantasmas caminhando pelas estradas poeirentas.
Então, um sertanejo todo o santo dia, pela manhã, caminhava léguas e léguas para ir buscar água num poço, para a família beber e salvar umas touceiras de cana plantadas perto de casa. O poço secou. Para que as canas não morressem, o pobre homem matou um macaco que ia passando - um macaco retirante, corrido da seca - e regou com o sangue as touceirinhas, que melhoraram. O sangue do macaco acabou; mas, não choveu.
Ia passando um leão bem grande e velho, cansado, fugindo da estiagem. O homem matou o leão e todo o seu sangue foi para refrescar as canas. O sangue do leão acabou e as chuvas não chegaram.
Então o sertanejo que, de bicho-de-fôlego, só tinha um porco (com licença da palavra), teve que matar o bichinho, comeu a carne com sua família e o sangue foi todinho usado para regar as touceiras de cana.
Antes de ver as canas morrerem, as chuvas chegaram, com relâmpagos e trovões. Os campos num instante ficaram bonitos, cobertos de pastagem para o gado. As árvores se cobriram de folhas, flores e frutos. As canas ficaram uma beleza.
Dizem que foi por isso que quando o homem bebe demais fica fazendo macaquices, brabo que só um leão. E, quando cai, bêbado, ronca como um porco. Entrou pela perna do pato, saiu pela perna do pinto e el-rei mandou dizer que você contasse mais cinco. 


Fonte: MAIOR, Mário Solto. Cachaça. Rio de Janeiro: Instituto do Açúcar e do Álcool, 1970. 118p. 







Ilustração: Cavic

sábado, 30 de junho de 2012


quarta-feira, 20 de junho de 2012

Ilustra...



Essas ilustrações fazem parte da animação Recreio com História – Rafael, produzida pela equipe Multimeios.




Ilustrações: Cavic