domingo, 12 de outubro de 2008

Salmo 23

1 O Senhor é o meu pastor; nada me faltará.
2 Deitar-me faz em pastos verdejantes; guia-me mansamente a águas tranqüilas.
3 Refrigera a minha alma; guia-me nas veredas da justiça por amor do seu nome.
4 Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.
5 Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos; unges com óleo a minha cabeça, o meu cálice transborda.
6 Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida, e habitarei na casa do Senhor por longos dias.
Inventor Brasileiro (Mauricio Pereira)

era uma vez no meio do Brasil
num dia lindo feito outros mil
um inventor brasileiro a pé
come fubá, bebendo café…

um sentimento
um instrumento
para servir a população
por um momento
dá um alento
gera alegria na multidão

horas de busca
formas de luta
armazenando imaginação
ir generoso
belo e formoso
mesmo em confronto com a equação

no travesseiro
se numa noite
se desencontra a tua função
deus te acompanhe
dentro da angústia
atravessar pela solidão

gênios aos montes
tem pelas ruas
mil leopardos babando em vão
jogos de turmas
festas nas praças
potentes fontes de informação

simples inventos
feitos na hora
causem nenhuma assombração
caso um pedestre
pela janela
seja atraído pelo trovão

de uma idéia
sendo partida
pelo reflexo de um artesão
povo brilhoso
meu conterrâneo
consulta agora o teu coração

terça-feira, 7 de outubro de 2008

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

VITORIÓSA



Um ótimo nome para uma cachaça: Vitoriósa.
Essa cachaça (garrafa) se encontra no Instituto Histórico e Geográfico de Paranaguá (PR), na rua XV de novembro, 621, no centro histórico. O rótulo tem ao fundo um "V" colorido em verde e amarelo, a pinga é de 1940, tem uma graduação alcoólica alta para os padrões de hoje, 54 G. Lussac (Gay Lussac, químico francês que elaborou a lei para medir o volume do teor alcoolico das bebidas). O Rafael David que presenteou o blog com essa imagem.

Cavic

foto: Rafael David





sexta-feira, 26 de setembro de 2008

MAIS UMA DOSE





Vou argumentar sobre uma cachaça que sempre estou tomando, ou quase sempre, pelo menos uma vez por ano tenho que comprar uma RAINHA do Vale.
O visual da cachaça traz um rótulo marcante, cores acentuadas, bem elaboradas. Já no contra-rótulo apresenta boas informações sobre a bebida. A garrafa de 980 ml, destilação única, branca (nova), armazenada, ou melhor, descansada em madeira de Jequitibá, madeira boa, interfere muito pouco no sabor característico do destilado de cana.
A cachaça em questão tem como numeração AG 66060105, com graduação alcoólica de 45%. Fabricada na Agroindustrial Gameleira Ltda, Fazenda Gameleira, distrito de Santana do Paraopeba, MG.
A bebida mantém um leve cheiro da madeira (jequitibá), tem personalidade, sabor macio. O ponto negativo na garrafa de 980 ml é o conta-gotas, que tira todo o chame da bebida.
Preço: R$ 16,50.



terça-feira, 23 de setembro de 2008

Charge






















Ilustração: Will Stopinski




sexta-feira, 19 de setembro de 2008

COBRE na CACHAÇA


É durante a destilação em alambique de cobre, que o vinho de cana se transforma em aguardente. Durante esse processo resíduos de cobre acabam indo para a cachaça. O cobre é um metal que acumula no organismo humano causando danos a saúde.
Existe na legislação brasileira um limite aceitável de cobre na cachaça. Preocupados com isso os fabricantes procuram filtrar a cachaça para a retirada do cobre, já os fabricantes clandestinos na maioria das vezes não tem esse cuidado.
A utilização do alambique de cobre na destilação do mosto fermentado de cana favorece na qualidade da bebida, em sabor e aroma. Pois ao ser destilado libera substâncias indesejáveis que é absorvido pelo cobre. Isso reflete no resultado final.


Cavic

Para ter mais informações:

http://www.scielo.br/pdf/cr/v35n6/a33v35n6.pdf
http://www.crearn.com.br/revista/Determinacao%20do%20teor%20de%20cobre%20na%20cachaca_Autor_Johnson%20Pontes_10_01_2008.pdf



sexta-feira, 12 de setembro de 2008











Ilustração: Wagner Jonasson




terça-feira, 9 de setembro de 2008

Carlito Raposa

Foto: Rafael David

Os Bares são ambientes que as vezes necessitamos estar neles!
O bar do Carlito Raposa que foi captado pela percepção visual do Rafael David, mostra bem o reduto dos velhos boêmios, 1939, localizado em Paranaguá (PR) próximo da igreja de São Benedito, o santo protetor dos amantes da aguardente.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

MAIS UMA DOSE




A cachaça em questão: Adega de Minas, série prata, fabricada por José Juracy, Serrania, Minas Gerais. Foi saboreada em 20 de dezembro de 2007. A garrafa de vidro (700ml) formato tradicional voltado para exportação, tampa de alumínio e sem conta-gotas. O contra-rótulo passa informações importantes: fabricacão em 10 de janeiro de 2006, numeração 003, graduação alcoólica 42%, apenas não revela a madeira alegando madeira neutra. É uma cachaça nova descansada.
A informação visual da cachaça é agradável, consta um selo de qualidade. O aroma é doce, remete a um licor. O gosto adocicado perdendo um pouco em relação ao sabor da cana.
Preço: R$ 15,50.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Jennifer Magnética

Tia Ermínia
Ilustração: Cavic


Barbitúricos Blues

Jennifer Magnética

Composição: Jean Stringheta / Edney Cavichioli

Mãe, estou indo pra casa da tia Ermínia
Encontrar algumas meninas que falam de amor sem preconceito
Mãe, o sistema foi amargo comigo
Me empurra coca-cola sem perguntar o porquê
Não leio mais bula, vou direto na pílula
Troco as garotas do clube pelas minhas meninas
Desliga o sistema e vem ver a vida, mãe
Não tomo mais ácido acetil salicílico
Meu problema não é neurológico e nem físico
Tome um barbitúrico e vá deitar antes das oito
Ando sempre sozinho ou mal acompanhado
Não tenho carro, vou à pé
Tenham minhas sandálias que sabem onde pisam
Desliga o sistema e vem ver a vida, mãe
Mãe, nunca mais fui à missa
Mãe, nunca mais fui ao dentista
Mãe, estou indo pra casa da tia Ermínia




Salve os amigos Magnéticos!
Tia Ermínia, proprietária de um prostíbulo localizado na cidade de Ivinhema (MS), isso na década de 90. Ficou muito popular ao ganhar na telesena, diz a "lenda", com o dinheiro do prêmio comprou um carro e reformou o seu estabelecimento comercial.
Para ouvir, Barbitúricos Blues:

http://palcomp3.cifraclub.terra.com.br/jennifermagnetica/



sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Viola-de-cocho




Essa ilustração é uma pequena omenagem ao Seu Manoel, artesão, mestre na fabricação da viola-de-cocho. Tive a oportunidade de conhecer o Seu Manoel em 2003 quando estive em Cuiabá (MT). A viola-de-cocho é muito usada para tocar o cururú, rasqueado e o siriri.

"É inegável o fato de que a partir do momento em que a Viola-de-cocho deixou de ser um elemento presente no cotidiano das pessoas residentes em Mato Grosso, reduziu-se a um instrumento musical executado por uma parcela mínima de herdeiros de sua cultura de manuseio e fabricação. Suas aparições ficaram restritas às "apresentações públicas" de demosntração folclórica mato-grossense, e festas típicas mantidas até hoje por "anjos da guarda" desta preciosa arte regional".
SANTOS, Abel. Viola-de-cocho. Cuiabá: Editora da UFMT, 1993.

Ilustração: Cavic