segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

PROSEANDO...



O Seu Ricardo (meu avô), filho de italianos, relatou o seu contato com a cachaça, quando seu pai (meu bisavô) produzia pinga no interior de São Paulo, Promissão. Sua opinião é clara, não gosta da pinga. Lembra fatos curiosos quando menino, onde seu pai falava que ia “mata o bicho”, termo usado para tomar uma dose, ele não entendia, procurando onde estaria escondido o tal do bicho.

O vídeo não é de boa qualidade, o som esta baixo, mas é uma prosa sincera de uma pessoa muito generosa e honesta nas suas palavras.





sábado, 10 de janeiro de 2009




Por profundo desespero eu fui procurar um padre

Não nasci para ser Platão, meu santo, e preciso de um milagre
" Ah, meu filho! Em fé te digo, foste pego pelo rabo
Acendeste vela a Deus mas deste pinga pro diabo"


So Long Boemia (André Christovam)




sábado, 3 de janeiro de 2009

Pinga de qualidade.

A cachaça de qualidade é encontrada em várias regiões do Brasil. Existe uma crença que cachaça Mineira é sinônimo de qualidade, mas não é bem assim. A pinga ruim esta também em todo lugar, um lugar que mantém uma produção de pinga de qualidade é Paraty (RJ), região muito respeitada pelos apreciadores da “bendita”.
No livro Cachaça Artesanal do alambique à mesa, dos autores Atenéia Feijó e Engels Maciel, argumenta bem sobre Paraty:
“Bem, quando o ciclo do ouro terminou, dedicou-se totalmente à produção de aguardente de cana. Toda aquela região da Baía da Ilha Grande chegou a ter 150 engenhos e 10 mil escravizados. Não teve jeito. No século XIX, a fama do nome Paraty significava também cachaça especial. De primeira qualidade. Seria como se fosse o autêntico Champagne...”

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

JOHN WAYNE!?


sábado, 27 de dezembro de 2008

MAIS UMA DOSE


Essa cachaça já faz um bom tempo que foi saboreada (20/12/2007), seu nome: CLANDESTINA, tem como fabricante  Borgatti, Curvelo (MG). A garrafa de 700ml tipo padrão (exportação), o rótulo tem um visual remetendo uma imagem de um “caminhãozinho velho”, já o contra-rótulo falta informações.

O nome da pinga é curioso, mas ela não é uma bebida clandestina, cachaça nova, 44% de graduação alcoólica, o seu aroma lembra o perfume do melado, adocicado. O gosto levemente agressivo, honesta. A madeira utilizada para o descanso da pinga acredito que seja o jequetibá, apesar dessa informação não constar no produto.

Preço: R$ 13,90.



terça-feira, 23 de dezembro de 2008

CACHAÇA de AMEIXA




























Já ouvi falar em cachaça de banana, cachaça de uva, mas de ameixa, nunca. É claro que cachaça tem que ser apenas de cana, as demais tem em comum apenas o fato de serem destilados. O fato curioso dessa aguardente, (que acredito que seja uma cachaça curtida na ameixa) é a forma da sua garrafa, essa bebida foi fotografada pelo camarada Rafael David, na feira que acontece aos domingos pela manhã no Largo da Ordem em Curitiba (PR), no meio de algumas antiguidades.

Fui até o local para ver essa aguardente de perto e conhecer mais sobre a bebida, não encontrei, talvez já tivesse sido vendida. O que chama a atenção além da garrafa, é onde ela foi fotografada, remete em algo vindo do Oriente Médio.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

João bebeu
Toda cachaça da cidade
Bateu com força
Em todo mundo que ele via
Gastou seu bolso
Mas sambou desesperado
Comeu confete
Serpentina
E a fantasia...

Cachaça Mecânica
Composição: Erasmo Carlos/Roberto Carlos

sábado, 29 de novembro de 2008



Após ser servida, virando e girando o copo de modo a levar a cachaça até as suas bordas, deve-se constatar um película oleosa em torno das paredes internas, que escorre formando ondulações. O tempo de persitência maior dessas ondulações é indicação de qualidade. Esse atributo das boas cachaças é denominado de "oleosidade".
Fonte: José Carlos G. M. Ribeiro, Fabricação Artesanal da Cachaça Mineira, 2002.





sexta-feira, 28 de novembro de 2008

grita GLAUBER ROCHA...













CAVIC

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Padronização da Caipirinha









O governo publicou no Jornal Oficial da União os critérios para o preparo da caipirinha.
Uma coisa positiva sobre isso, é que a bebida utilizada é apenas a cachaça, e não outro destilado. Os ingredientes são os mesmos, mas a portaria publicada definiu a quantidade de açúcar branco e de limão a ser utilizado proporcionalmente a quantidade de cachaça.
Sabemos que a boa caipirinha depende muito de como ela é elaborada. Como diz um velho amigo chamado Chapelão: “a caipirinha é só colocar o limão com a casca, açúcar, pinga, gelo e mexer”. Mas a coisa não é tão simples, tem que ter a sensibilidade na sua elaboração, valorizando o sabor da cachaça com o limão e não exagerando na quantidade de açúcar, como acontece na maioria das vezes.



Para ter mais informações:
http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/11/03/e031118730.html



Ilustração: Cavic

domingo, 16 de novembro de 2008

Mais uma dose




A pinga Bandeira vem da Fazenda Bandeira, engarrafado por Aloysio da Cunha Pereira, Abaeté, Minas Gerais. A garrafa de 600 ml, fabricada em setembro de 2002, trás no seu rótulo a figura de um tamanduá-bandeira, e boas informações sobre o produto. A bebida é branquinha, nova, única destilação com 44% de graduação alcoólica.
Nas impressões olfativas deixa a desejar, sem cheiro de cana. O gosto fraco foge das características de uma cachaça nova.
Preço: R$ 9,40.


quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Vamos cultivar a gentileza!
Salve o Profeta Gentileza.















Profeta Gentileza
Para sabe mais:
http://www.riocomgentileza.com.br/

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

UM BOM BEBEDOR...


Alguns acreditam que a pinga deve ser tomada em um único gole, e ao terminar o bebedor tem que fazer uma cara feia. Quem faz isso não sabe beber cachaça. A pinga tem que ser saboreada, valorizando cada momento do gole, não busca se embriagar, vai a procura de uma leveza, uma sensibilidade do paladar e do olfato, como argumenta Marcelo Câmara em seu livro Cachaça - Prazer Brasileiro: "sem estes talentos, ele será, no mínimo, um pinguço, um cachaceiro, no sentido pejorativo e homicida que as elites, historicamente, aplicam a quem bebe cachaça. Ou ele será, como dizem em Paraty, uma mala etílica".