Tem apaixonado que faz serenata
Tem amor de raça e amor vira-lata
Amor com champanhe, amor com cachaça
domingo, 17 de abril de 2011
terça-feira, 12 de abril de 2011
Prof. Euripedes
Pensando em uma animação rápida no processo de execução e descontraída, veio a ideia de criar o prof. Euripedes, o educador que esta sempre atento para tirar as dúvidas de seus alunos. A música presente na animação, Alfavaca, é da banda Jennifer Magnética que cedeu o direito de uso.
Salve Magnéticos!


Ilustrações: Cavic
quarta-feira, 6 de abril de 2011
domingo, 3 de abril de 2011
Livro trailer - Morte e vida Severina
quarta-feira, 30 de março de 2011
Marcelo Câmara: o amadeiramento e o veneno
O Globo, 21 de março de 2011, traz esta nota muito simpática sobre o meu trabalho de cachaçólogo e degustador, ofícios que exerço há mais de quarenta anos. Quase tudo certo com a nota do meu colega Joaquim Ferreira dos Santos. Apenas uma correção: eu não abri consultoria. Apenas reativei plenamente, consultoria de vários serviços profissionais que presto há quase vinte anos.
Marcelo Câmara
Sua Excelência, a Cachaça, uma das mais belas expressões da Cultura Brasileira e um importante produto da nossa economia há mais de quatro séculos, tem raras vitórias contra a insistente inhaca, o amadeiramento calhorda e o veneno latente. Atualmente, é uma façanha hercúlea, um milagre até, encontrar no mercado brasileiro e internacional, Cachaça (nova: fresca ou “descansada”) “pessoalmente” e Cachaça Envelhecida (em suas variadas idades), “pessoalmente”, duas bebidas diversas, com excelência sensorial. Isto é, cachaças que podem receber, na minha avaliação, notas acima de 8 (oito), cachaças com aroma agradável de bagaço de cana-de-açúcar (de melado ou rapadura) e com o sabor delicioso e único do destilado nacional. São seis mil marcas ativas no mercado nacional e pouquíssimas, talvez uma dezena de marcas de Cachaças e outra dezena de Cachaças Envelhecidas que apresentam verdadeiras virtudes sensoriais: o fascinante aroma e o gosto rústico e peculiar da cachaça, essa exuberância sensorial virtuosa, forte e inebriante que encanta os estrangeiros e faz tremer as grandes corporações que produzem os outros destilados como a vodca, o rum, o uísque e o hegemônico soju, à base de arroz coreano. As cachaças tem cheiro e gosto de tudo – álcool anidro, madeira, cereal, ervas, frutas, loção pós-barba, conhaque e uísque falsos, perfume barato, água de colônia, remédio, protocolo do INSS guardado – menos o legítimo perfume e gosto de cachaça, de cana.
Noventa e nove por cento das marcas são medianas ou ruins, não são saborosas. Três são os recursos criminosos normalmente utilizados pela grande maioria que fabrica produtos imbebíveis, e quer vender a sua cachaça nauseabunda. O primeiro consiste em tingi-la com madeiras agressivas, amadeirar criminosa e sordidamente, ao máximo, a cachaça, transformá-la numa mistura de etanol e serragem a fim de esconder a inhaca original e dissimular o seu terrível fedor e sabor de veneno. O outro é criar embalagens luxuosas e escrever no rótulo que tem quatro, seis, oito anos de ‘”envelhecimento”. Por último, estabelecer preços altíssimos, irreais, exorbitantes. Estas são as três formas vigentes de enganar, de ludibriar o pingófilo, ignorante, iniciante ou acostumado a beber mal.
Quem sabe fazer e envelhecer cachaça com sabedoria e arte, cachaça com qualidade química e, principalmente, com excelência sensorial, nada teme, nada tem a esconder, e vende os dois tipos da bebida: a nova e a envelhecida. Nenhuma cachaça permanece cachaça, mantém a sua natureza, preserva as características sensoriais próprias da bebida, se passa de quatro, cinco, seis anos armazenada em madeira, mesmo apropriada e tratada. Nenhuma das dez Cachaças de excelência que possivelmente existem ou nenhuma das dez Cachaças Envelhecidas de excelência que possivelmente existem tem perfume e sabor estranhos, esdrúxulos, que não sejam o de cana. Nenhuma delas possui embalagem sofisticada ou custa mais que cinquenta reais. A dica para quem quer se iniciar na degustação: “O olfato é a antessala do paladar. Se a cachaça não tem o perfume peculiar e característico da cana, do bagaço da cana, que remete ao melado, à rapadura ou ao manuê-de-bacia (bolo feito de melado) – pode desprezar. Não é pinga boa".

domingo, 27 de março de 2011
MAIS UMA DOSE

Produzida e engarrafada pela destilaria Corisco de Paraty Ltda, localidade do Corisco, Paraty, RJ, a cachaça Corisco fabricada em outubro de 2007 apresenta um rótulo simples, agradável e funcional, a garrafa de 900 ml tem um formato comum, clássico. É uma cachaça nova, com 46% de graduação alcoólica.
A aparência é ótima, mostra grande viscosidade escorrendo pela borda do copo lentamente. O aroma de cana levemente adocicado característico da pinga nova. O gosto é robusto com uma leve acidez no final, retrogosto presente.
A capa do disco de vinil (Chico Buarque - Almanaque) ao fundo foi um presente do amigo Juvenal.
Salve Juvenal.
Preço: R$ 44,90
Foto: Cavic
quarta-feira, 23 de março de 2011
Educando - Aranha Marrom
domingo, 20 de março de 2011
quarta-feira, 16 de março de 2011
Mapa da Cachaça
O vídeo aqui postado faz parte do conteúdo do Mapa da Cachaça, um lugar que discuti e apresenta as potencialidades da vulgo Cachaça.
O Jairo Martins é autor do livro Cachaça: o mais brasileiro dos prazeres, neste vídeo ele relata a importância de ter um olfato treinado para reconhecer os aromas presentes na cachaça, sugere um kit que serve de treinamento para o apreciador da boa pinga.
Jairo Martins | Kit Aromas from Paralelo on Vimeo.
domingo, 13 de março de 2011
Caprichosamente Engarrafada

No Instituto Tomie Ohtake (São Paulo) esta acontecendo a exposição Caprichosamente engarrafada: rótulos de cachaça. Cerca de 400 rótulos impressos em litografia, tendo a curadoria de Egeu Laus.
"A mostra retrata essa bebida popular que sempre esteve presente no cotidiano brasileiro e que circulou em todos os meios sociais. Com uma provocante reunião de rótulos, impressionantes por sua capacidade de chamar do mais rico ao mais pobre a compartilhar um gole, a exposição busca compreender o brasileiro, sua identidade e sua relação com a modernidade".
http://www.institutotomieohtake.org.br
A Litografia é uma técnica de impressão que utiliza como matriz uma pedra calcária, foi muito difundida no século XIX. A imagem é elaborada na pedra através de uma tinta ou lápis gorduroso, esta gordura é fixada na pedra, no momento de entintar é adicionada água que é absorvida pela pedra, quando é passado o rolo de tinta ela adere a onde esta a gordura mantendo um processo de repulsão entre a água e as substâncias gordurosas. Após entintar a pedra é colocada na prensa e sobre ela o papel a ser impresso.
A exposição irá até o dia 10 de abril de 2011.
sábado, 12 de março de 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
MAIS UMA DOSE

Produzida e engarrafada por Rosa S/A Ind. e Com. de produtos Agrícolas, Boituva (SP), a cachaça Três Coronéis apresenta um rótulo curioso, retrata três homens barbudos. Os três coronéis aparecem bebendo, lembra algo teatral como um cenário, contendo personagens com figurinos estereotipados.
A graduação alcoólica é de 39,2% envelhecida por um ano em tonel de carvalho, algumas informações não constavam no rótulo, foi feita uma pesquisa para checar as características do destilado.
A cor é levemente amarelada, oleosa. O aroma é adocicado, não apresenta o cheiro de baunilha característico do carvalho, o aroma não é agradável. O sabor não é bom, ácido, remete a “toques” de erva doce.
Esta cachaça foi um presente do primo José Odair Sottoriva.
Salve Zézinho!
Foto:Cavic
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Tomando uma...
Um boteco extremamente amistoso, é o que pode se dizer do Bar do Cabeceira. O mineiro Antônio Teodoro, vulgo Cabeceira e a sua irmã Lurdes Souza Mendonça estão à frente do bar há quase quarenta anos. O bar esta localizado em um ambiente rural, ao lado de um campo de futebol, no próprio bar tem um pequeno espaço que funciona como vestiário para os dias de jogos. O momento áureo do lugar foi nas décadas de 1970 e 80, quando a produção de café estava em alta favorecendo a economia local , hoje em dia basicamente se resume em pastagens para criação de gado, isto fez com que muitas pessoas saíssem do lugar devido a falta de condições de trabalho.
Algumas frases marcantes do Cabeceira:
“Pode ser branco, mas eu chamo de preto”
“Só tenho medo de voltar a pé pra Minas Gerais”














