sábado, 13 de agosto de 2011

Degustando a Cachaça

A revista Globo Rural divulgou um vídeo com o cachacista Jairo Martins.

Confiram:


domingo, 7 de agosto de 2011

parasitas...


Temos no Brasil um quadro político debilitado, mercenários que se dizem representantes do povo a procura de favorecer apenas o interesse próprio... até quando isso vai durar.

A história em quadrinhos aqui exposta mostra um pouco dessa angustia em relação a política brasileira.




sábado, 30 de julho de 2011

Engenho da Serra


O Engenho da Serra esta localizado em Morretes (PR), na área rural do Marumbi, próximo do centro da cidade

O engenho esta vinculado a história da família Gnatta que veio da Itália e há 100 anos produz cachaça naquele local. A Suily Terezinha Gnata, além de cuidar da produção de cachaça mantém um restaurante com comida típica da região. A história da família é possível ser entendida a partir de um quadro que fica na sala da casa construída em 1914, nesse quadro apresenta a árvore genealógica, tudo começou com a vinda dos italianos Giusepe Valentino Gnatta e Elizabetta Marcolin Gnatta em 1891. Na década de 1960 a casa da família passou por uma reforma e as janelas que tinham as extremidades arredondadas passaram a ficar retangulares, ao fazer o reboco das janelas o senhor Carlos Alberto Gnatta neto de Giusepe colocou algumas garrafas de cachaças para que no futuro as novas gerações poderão quebrar a parede para usufruírem das cachaças ali armazenadas.

O engenho está no pé do pico Marumbi, mantém uma reserva de floresta Atlântica tendo o rio Marumbi ao seu lado, arvores centenárias presentes junto com o cultivo agroflorestal idealizado pelo amistoso Luiz Paulo Gnatta, neto de Carlos Alberto Gnatta.

A produção de cachaça teve sua fase áurea na década de 1970, quando chegou a produzir cerca de 170.000 litros em uma única safra, hoje em dia é produzido pouco, atende mais os turistas que vem atraídos pelo restaurante. A cachaça produzida atualmente não tem registro no Ministério da Agricultura, algo que era diferente no século passado onde na saída do alambique era instalado uma espécie de hidrômetro para medir a quantidade de litros produzidos de cachaça para depois ser cobrado os devidos impostos. Na alambicada da garapa fermentada é separado a cabeça e a calda deixando apenas o “coração” para ter uma bebida de melhor qualidade, em cima do cano que goteja a pinga existi uma placa de madeira, a cada balde cheio (10 litros) é marcado um risco, na placa de madeira tem-se uma quantidade de retângulos, cada retângulo preenchido equivale a marca de 100 litros. A cachaça produzida é a branca nova, envelhecida em carvalho, cachaça com essência de hibiscos e as cachaças com frutas lembrando um licor. O engenho é tocado por uma roda d`agua que movimenta a moenda, o maquinário é o mesmo utilizado durante os seus 100 anos.

Além do engenho tem a igreja de São José construída pelo senhor Carlos Alberto Gnatta, a comunidade promove no mês de março a festa de São José e no mês de Setembro a festa de Nossa Sra. de Salete.



Roda d`água que movimenta a moenda



Moenda





Sala de fermentação


Alambique








Ambiente da saída da cachaça com placa de registro de litros produzidos











Medidor de cachaça (litros) lembrando um hidrômetro


Engenho








Igreja de São José


Mascote do engenho, o cão Jaburu





Desvio do rio Marumbi para movimentar a rod`água


Casa da família Gnatta





Após uma reforma foram inseridas garrafas de cachaça no reboco da parede


Árvore genealógica da família Gnatta


Giusepe Valentino Gnatta e Elizabetta Marcolin Gnatta


Antonio Domingos Gnatta (filho) e esposa, em cima quadro com pintura da casa antes da reforma


Rio Marumbi


Figueira centenária "abraçando" pedra

Pico Marumbi ao fundo










Fotos: Cavic

quarta-feira, 27 de julho de 2011

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Bets


O jogo popular Bets, Bete-ombro ou Taco é conhecido em grande parte do Brasil. A animação “Largando os Bets” foi desenvolvida pela equipe do Multimeios e busca resgatar essa brincadeira que fez e faz parte da infância de várias pessoas.












Ilustrações: Cavic

sábado, 16 de julho de 2011

MAIS UMA DOSE


A cachaça Inox é apresentada em uma garrafa de formato elegante contendo 500ml, o rótulo é agradável e discreto.

A cachaça é prata, bidestilada com 40% de graduação alcoólica. Produzido e engarrafado por Puríssima do Brasil Bebidas Ltda, Blumenau (SC).

A aparência é cristalina, oleosa, escorre na borda do copo. Em relação ao aroma não apresenta as características devidas de uma bebida nova, como o aroma acentuado de cana. O sabor é leve, sutil.

A Inox foi premiada em 2010 com medalha de ouro em um concurso de destilados nos Estados Unidos, o San Francisco World Spirits Competition.

No sítio eletrônico da Inox é possível encontrar a análise da bebida, no caso do contaminante Carbamato de etila apresenta valor menor do que o máximo permitido.

Essa bebida foi um presente do amigo Ricardo do armazém Corleone.


Foto: Cavic

domingo, 10 de julho de 2011

Câmara Cascudo

Considerado o sociólogo da aguardente, o historiador, antropólogo, advogado e jornalista Câmara Cascudo (1898 – 1986) escreveu o livro “Prelúdio a Cachaça” em 1967, um clássico da literatura envolvendo a Cachaça.


Câmara Cascudo

A tese central pode ser definida por uma viagem folclorica, uma retrospectiva na jornada da aguardente no Brasil, afim de descobrir como surge o costume e a tradição da bebida que "'serve para tudo e mais alguma coisa'" (p.21). Cascudo pesquisa desde como surgiu o nome Cachaça, até como era vendida, quando era bebida, quem a consumia etc. Sua retrospectiva sobre o assunto nos leva a uma jornada histórica voltando aos tempos coloniais dos canaviais e do tráfico negreiro, mostrando que a aguardente brasileira era bebida, mercadoria e um excelente e disputado presente. Cascudo se propõe a fazer um estudo analisando todas as dimensões da cachaça no Brasil, não fazendo um estudo do "complexo folclore, as aplicações da terapêutica superticiosa, os ritos da consumação plebéia", mas sim "um diagrama do percurso secular" (p.98), sobre a "água que passarinho não bebe" (p.3).

A cachaça, na opinião do autor conseguira uma façanha jamais alcançada em toda Etnogarfia Geral. Ela atingiu diferentes povos e raças penetrando no seu tocante mais difícil que é a religião. "...a cachaça anulou as restições litúrgicas, impondo-de como ortodoxa." (p.63). Um mundo que no entanto aparece imutável, a cachaça penetra e torna-se participante indipensável

O interessante destes dois capítulos é que a "bebida de Cabra" faz parte do cotidiano de todos, está nos arredores de todos os lugares, inclusive em uma festa natalina celebrava-se o nascimento do "Deus Menino", com a aguardente. Podemos perceber que o símbolo da cachaça para o cerimonial religioso não era só para os índios e negros com magias e feitiçarias, mas também para os brancos. As pastoras, simbolizando a religião, seguem o Guia e quase imploram para tomarem a bebida que ele carrega: "Senhor, deixe ver a prova/ Desta bebida excelente;/ Suando, não bebo vinho,/ O melhor é aguardente." (p.74). A pastora rejeita o vinho, bebida sagrada, e deseja a aguardente, enfatizando mais adiante "Oh! Que bebida tão santa!" (p.75).

Tatiana Paiva



Algumas frases do livro “Prelúdio a Cachaça”:


Vida de cabra é cachaça, ambivalência da frustração, da fuga à realidade opressiva ao eterno desajustado, hóspede de todas as culturas.” (p. 53)


Há uma tradição de que a cachaça misturada com pólvora provoca a coragem. Fora estímulo belicoso nas guerras do império.” (p. 69)


Constata-se que a banalização da cachaça foi o segredo motor de sua sobrevivência. Ficou com o povo...” (p. 98)

quarta-feira, 6 de julho de 2011

segunda-feira, 4 de julho de 2011

CEVANDO...

Estarei usando o termo “cevando” quando for relatar algum conteúdo que envolva a bebida fermentada mais consumida no planeta, a Cerveja.

No mês passado desenvolvi uma receita para participar de um concurso que leva o nome Desafio do Chef, do caderno bom gourmet do jornal Gazeta do Povo. O tema do concurso era carnes brancas, das receitas que foram enviadas cinco foram selecionadas. Os cinco participantes selecionados foram executar as suas receitas diante do chef Bressanelli que escolheu duas receitas. Esse concurso teve uma matéria vinculada na Ó tv, programa Ó gourmet.


Frango caipira na cerveja weizenbock


Participei com uma receita que leva a cerveja weizenbock com frango caipira. As características dessa cerveja de origem alemã é a presença do álcool chegando a um volume de 6,5 a 8%, aroma de especiarias e o sabor do malte que influencia na cor escura da bebida. Nesta receita foi utilizada a cerveja Eisenbahn Weizenbock, produzida em Blumenau (SC).


Confira a receita:


Frango Caipira na cerveja Weizenbock

Ingredientes


1 frango caipira cortado em pedaços;

12 cebolas pequenas inteiras sem casca (cebolas de conserva);

100g de bacon cortado em cubos médios;

7 cenouras pequenas cortadas ao meio;

2 colheres de sopa de azeite de oliva;

700 ml de cerveja weizenbock;

2 colheres de sopa de manteiga;

3 colheres de sopa de mostarda escura;

2 limões;

1 cabeça de alho;

1 pimenta vermelha sem sementes;

sal a gosto.


Preparo



Temperar o frango com sal, suco de dois limões e mostarda, deixar na geladeira marinando por pelo menos uma hora antes.

Aquecer o azeite, na mesma panela dourar as cebolas e reservar, dourar as cenouras e reservar, dourar o bacon e reservar, dourar o frango. Quando o frango estiver dourado adicionar a cerveja, a manteiga, o bacon e cozinhar.

Após cozinhar 20minutos adicionar as cebolas e a pimenta picadinha, mais 10 minutos de cozimento adicionar o alho, o ideal é que o alho esteja cortado nas extremidades para soltar o sabor no caldo. Quando o frango estive quase cozido acrescentar as cenouras.

Caso seja necessário adicionar água no cozimento até que a carne fique macia.




quinta-feira, 30 de junho de 2011

Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando e também sem a
cachaça
Ninguém segura esse rojão


Meu Caro Amigo

Chico Buarque / Francis Hime


domingo, 26 de junho de 2011

MAIS UMA DOSE


Produzida e engarrafada por Irai Luiza de Faria – Fazenda Bicué, Abaeté (MG), lote 003, fabricada em novembro de 2009, a cachaça ROXINHA tem um rótulo simples destacando a cor ferente ao nome tendo no contra rótulo informações sobre a bebida.

A pinga é prata (nova descansada), garrafa de 700ml armazenada no Jequitibá valorizando as características do destilado de cana.

Apresenta uma aparência agradável, licorosa. O aroma equilibrado, entre a robustez da pinga nova e a sutil presença da madeira, tonel de jequetibá. O gosto também equilibrado entre o doce e a acidez.

Esta pinga foi um presente do amigo Rafael David que trouxe diretamente do Mercado Central de Belo Horizonte.

Salve Rafael!



Foto: Cavic

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Documentário...


O premiado documentário Estrada Real da Cachaça estreou nesse mês nos cinemas. O filme tem uma linguagem própria, não convencional, mostra bem como a cachaça representa a cultura popular brasileira, começa na cidade de Januária (MG) indo terminar em Paraty (RJ).

O vídeo postado apresenta o final do documentário mostrando a rota da estrada real com a música Eu Bebo Sim de Elizeth Cardoso.


domingo, 19 de junho de 2011

GRASPA artesanal


A Graspa é um destilado feito do bagaço fermentado da uva, sua origem remete ao norte da Itália, ela pode também ser chamada de Grapa, definição que vem da Lombardia. No Brasil chamamos de Graspa devido aos italianos que vieram da região de Vêneto.

A graduação alcoólica da Graspa vai de 38°GL a 54°GL de acordo com a legislação brasileira.

A graspa saboreada vem de Caxias do Sul (RS), fabricada por Ernesto Zanrosso Ind. de vinhos LTDA, a bebida não apresenta registro.

No rótulo não tem informações sobre a bebida, apenas o fato de ser artesanal.

Apresenta uma aparência boa, oleosa, límpida. O aroma é adocicado, uva,erva doce. O sabor também adocicado, uva, álcool presente, acidez no final.

Esta graspa foi um presente da tia Salete Stelatto.



Foto: Cavic