E foi com Bento homem trabalhador
Mas veio um tempo negro em sua vida
Ele garrou na pinga e nunca mais largou

Série: Retratos do transporte público 13
Caneta esferográfica
Cavic
Na volta do trabalho percorro 20 quilômetros, na maioria das vezes utilizo o transporte público. Durante esse trajeto procuro observar algumas pessoas e ao chegar em casa elaboro os retratos que deu origem a série Retratos do Transporte Público.

Aconteceu em Curitiba (PR) no mês de outubro o lançamento do livro Viagem ao Mundo da Cachaça do pesquisador e degustador de cachaça Manoel Agostinho Lima Novo.
O evento aconteceu na loja Kaxassa Delikatessen onde além da presença do autor foi degustado a cachaça Porto Morretes. A degustação aconteceu em um ambiente muito agradável sendo servido aos convidados caldo de feijão e outros quitutes, Manoel Agostinho relatou que a obra Viagem ao Mundo da Cachaça seria o 12° livro lançado no Brasil sobre cachaça.


Em relação a cachaça Porto Morrestes consta no livro Viagem ao Mundo da Cachaça a seguinte nota:
A empresa Porto Morretes, no Paraná, que é uma sociedade anônima, produz 100 mil garrafas/ano de cachaça e, entre os sócios, está o jogador de futebol Mozart, que foi campeão pelo clube Coritiba, em 99.
No Paraná existem mil produtores de cachaça, sendo que 90 % estão na informalidade.
As marcas mais famosas do Estado são as cachaças: Alavanca, Companheira, Jamel, Porto Morretes, Quaty, Sagra, Sudoeste e Terra Vermelha.

A cachaça mineira CANDEEIRO apresenta no seu rótulo a ilustração de um carro de boi, não tem informações sobre a bebida apenas composição e o registro do produto no Ministério da Agricultura.
É uma pinga nova, tem boa aparência, escorre bem na lateral do copo.
O seu aroma vai de encontro a cana, a presença de álcool se destaca. O sabor é leve, o final um pouco ácido, retrogosto presente.
No rótulo tem a seguinte frase: “ Por terras mineiras guiando a boiada vai o Candeeiro, uma tradição”.
Foto: Cavic

A cerveja Soqueira Relax Dubbel foi elaborada em maio de 2009, produzi essa cerveja seguindo uma receita elaborada pelos amigos da cervejaria Bodebrown, busquei diferenciar temperando com uma pequena quantidade de coentro em grão.
Para personalizar a cerveja, escolhi um nome, “Soqueira”, elaborei um rótulo que esta em constante transformação.
O nome “Soqueira” vem do avô materno. Quando acontece um casamento na família tem que ter uma segunda festa com as pessoas mais próximas dos noivos, essa festa é chamada de soqueira, sempre com muita comida e cerveja. O termo soqueira também é usado para chamar a sobra da colheita do arroz ou mesmo do trigo, é quando se corta o pé e sobra apenas a base da planta que recebe esse nome, soqueira. Como é um nome forte, marcante e faz parte do folclore familiar resolvi adotar para batizar a cerveja. Já o nome Relax foi devido alguns problemas que surgiram durante o processo de fermentação no qual achei que algo poderia dar errado, foi quando o amigo Samuel Cavalcanti comentou que deveria ficar “relax” que não iria ter problema de contaminação, com isso sugeriu o nome Relax.
A imagem central do rótulo retrata a mão de um homem rural se preparando para cortar a planta. No lado inferior direito tem a representação do hexaedro, símbolo usado pelos alquimistas na idade média relacionado a produção de cerveja, sendo que nessa época não se tinha conhecimento das leveduras que ocasionavam a fermentação acreditando que seria algo relacionado as forças da natureza.
Soqueira Relax Dubbel
Para melhor degustar uma bebida é preciso conhecer sobre ela, seja a sua história, suas características envolvendo aroma e sabor ou até mesmo o seu processo de produção. Podemos obter isso através dos livros. Foi lançado o livro Viagem ao Mundo da Cachaça, escrito pelo pesquisador e degustador de cachaça Manoel Agostinho Lima Novo, a obra tem 262 paginas produzido pela Editora NewBooks de São Paulo.
"O livro ostenta um grande diferencial entre todas as demais obras do gênero. Os outros autores sempre optaram por escrever os capítulos dentro de uma ordem conforme o processo de fabricação da cachaça – Plantação da Cana, Moagem da Cana, Fermentação, etc. – já o livro Viagem ao Mundo da Cachaça tem como primeiro capítulo a Degustação depois vem a Analise Sensorial e assim por diante. Entendeu o autor que o primeiro contato que o apreciador da cachaça tem é com a taça e não com a planta cana de açúcar. Assim a cada capítulo, ou seja, a cada estação ele vai despertando curiosidade para a “estação” seguinte".
O livro pode ser encontrado em várias livrarias ou pela internet em sites de venda online.
Viajando por Morretes (PR) encontra-se na área rural do Marumbi o restaurante Engenho da Serra, um lugar muito amistoso com uma boa comida caipira, destaque para a massa fresca (nhoque) de mandioca com frango caipira.
Nesse ambiente ideal para tomar uma cachacinha foi saboreado a pinga que é produzida pelos proprietários do restaurante, no Engenho da Serra.
Localização: “prolongamento da R. Marcos Maluceli s/ n°"








