Esta é mais uma animação da série Educando produzida pela equipe do Multimeios do qual eu faço parte.
Confiram.


O vídeo aqui postado faz parte do conteúdo do Mapa da Cachaça, um lugar que discuti e apresenta as potencialidades da vulgo Cachaça.
O Jairo Martins é autor do livro Cachaça: o mais brasileiro dos prazeres, neste vídeo ele relata a importância de ter um olfato treinado para reconhecer os aromas presentes na cachaça, sugere um kit que serve de treinamento para o apreciador da boa pinga.
Jairo Martins | Kit Aromas from Paralelo on Vimeo.

No Instituto Tomie Ohtake (São Paulo) esta acontecendo a exposição Caprichosamente engarrafada: rótulos de cachaça. Cerca de 400 rótulos impressos em litografia, tendo a curadoria de Egeu Laus.
"A mostra retrata essa bebida popular que sempre esteve presente no cotidiano brasileiro e que circulou em todos os meios sociais. Com uma provocante reunião de rótulos, impressionantes por sua capacidade de chamar do mais rico ao mais pobre a compartilhar um gole, a exposição busca compreender o brasileiro, sua identidade e sua relação com a modernidade".
http://www.institutotomieohtake.org.br
A Litografia é uma técnica de impressão que utiliza como matriz uma pedra calcária, foi muito difundida no século XIX. A imagem é elaborada na pedra através de uma tinta ou lápis gorduroso, esta gordura é fixada na pedra, no momento de entintar é adicionada água que é absorvida pela pedra, quando é passado o rolo de tinta ela adere a onde esta a gordura mantendo um processo de repulsão entre a água e as substâncias gordurosas. Após entintar a pedra é colocada na prensa e sobre ela o papel a ser impresso.
A exposição irá até o dia 10 de abril de 2011.

Produzida e engarrafada por Rosa S/A Ind. e Com. de produtos Agrícolas, Boituva (SP), a cachaça Três Coronéis apresenta um rótulo curioso, retrata três homens barbudos. Os três coronéis aparecem bebendo, lembra algo teatral como um cenário, contendo personagens com figurinos estereotipados.
A graduação alcoólica é de 39,2% envelhecida por um ano em tonel de carvalho, algumas informações não constavam no rótulo, foi feita uma pesquisa para checar as características do destilado.
A cor é levemente amarelada, oleosa. O aroma é adocicado, não apresenta o cheiro de baunilha característico do carvalho, o aroma não é agradável. O sabor não é bom, ácido, remete a “toques” de erva doce.
Esta cachaça foi um presente do primo José Odair Sottoriva.
Salve Zézinho!
Foto:Cavic
Um boteco extremamente amistoso, é o que pode se dizer do Bar do Cabeceira. O mineiro Antônio Teodoro, vulgo Cabeceira e a sua irmã Lurdes Souza Mendonça estão à frente do bar há quase quarenta anos. O bar esta localizado em um ambiente rural, ao lado de um campo de futebol, no próprio bar tem um pequeno espaço que funciona como vestiário para os dias de jogos. O momento áureo do lugar foi nas décadas de 1970 e 80, quando a produção de café estava em alta favorecendo a economia local , hoje em dia basicamente se resume em pastagens para criação de gado, isto fez com que muitas pessoas saíssem do lugar devido a falta de condições de trabalho.
Algumas frases marcantes do Cabeceira:
“Pode ser branco, mas eu chamo de preto”
“Só tenho medo de voltar a pé pra Minas Gerais”



Relata como era o engenho de seu avô.
Seu Ricardo, agricultor...um ilustre desconhecido.

Até o dia 28 de fevereiro estará acontecendo em Belo Horizonte o Festival Gastronômico Cachaça Gourmet 2011.
Serão apresentados vários pratos e coquetéis tendo a cachaça como destaque.
Confira os restaurantes participantes e seus pratos com nomes bem criativos:
Amigos e Antigos - Lombo de Panela Afogado no Molho de Cachaça e Jabuticaba
Baiana do Acarajé - Moqueca com Pinga
Bar do Bigode - Feijoada Embriagada
Big Owl - Ninho da Coruja
Boi Supremo - Porpetone Mafioso
Botequim Seu Jorge; Brothers Beer - Pernil nas Nuvens
Caminho da Roça - Lombo Jumicéia
Clube Mineiro da Cachaça - Línguiça Poética
Empório Savassi - Língua de Sogra
Emporium - Tropeirinho Lagoa Seca
Espaguete na Chapa - Filé de Tilápia ao Sugo da Cachaça
Jardim de Minas - Filé de Gurujuba Flambado na Cachaça
Oca dos Tapuias - Javali Embriagado na Oca
Pizza Burguer - Costelinha Pé-de-Cana
Rima dos Sabores - Cordeirinho Molhado
Surubim no Espeto - Surubim no Espeto Assado na Brasa
Xico da Kafua - Lombo com Cachaça
As cachaça utilizadas no preparo dos pratos são: Acuruy; Beijoca; Bocaiana; Caieira Velha; Caputira; Chapada Das Geraes; Cobiçada; Coluninha; Dedo de Prosa; Dona Beja; Extrema; Ferreira; Licores Marinho; Lucas Batista; Maria Boa; Magnífica; Ouro 1; Pau Brasil; Pendão; Pingo Verde; Poesia; Quebra Canga; Salideira; Século XVIII; Seleta; Vale Verde.
Fonte: http://www.ibraccachacas.org/
Ilustração: Cavic

A pinga Engenho do Diquinho Leal com graduação alcoólica de 42% apresenta garrafa de vidro de 960 ml com dosador. Produzida por Engenho Diquinho Leal, estrada do Anhaia, Morretes (PR). O rótulo é simples, representa muito bem a bebida com a imagem de uma moenda.
A cachaça é branca, nova, na sua aparência falta um pouco de “perna” para escorrer no copo. O aroma é agradável, adocicado. O gosto é bem característico da pinga nova, robusto, no final “arde” um pouco.
Conversando com a produtora Marisa Leal, ela relatou que utiliza um fermento comum, explicou que seus clientes já estão adaptados a isto, diferente de outras cachaças que utilizam fermento a partir do milho ou de outros cereais.
Preço: R$ 5,00 (direto no alambique)
Foto: Cavic