


Animação da série Recreio com História desenvolvido pela Tv Paulo Freire e Multimeios do qual faço parte.
Ilustrações: Cavic

Produzida na Fazenda Salmo XXIII em Monte Alegre do Sul (SP) a cachaça SALMO XXIII apresenta um rótulo simples com pouca informação, trata-se de uma bebida não legalizada.
Sua aparência é levemente amarelada, a cachaça escorre pouco pela borda do copo. O aroma é adocicado, remete a cana, baunilha. O sabor leve, suave, mantém uma acidez no final.
Essa cachaça foi um presente do músico e compositor Mauricio Pereira, que já escreveu nesse blog sobre a cachaça Salmo XXIII. Segue um trecho do texto:
“Pois não é só a pinga que é feita ali. A cana também é plantada ali. E fermentada ali. Ele falava que era fermentada no ananás, que é um abacaxi do mato (que ele tinha ali também). Depois, passava por aquele processo todo, no alambique que ele limpava muito bem pra ela descer macia e saudável, e ele botava pra descansar por um tempo nas "cartolas", como ele chamava aqueles barrilzões de carvalho que ficavam numa espécie dum porão úmido e escuro".
Salve Mauricio Pereira.
Foto: Cavic

A cachaça é produzida em todo território brasileiro, é grande o número de alambiques clandestinos. “No Espírito Santo existem aproximadamente 400 alambiques de cachaça, e aproximadamente 120 estão inscritos no Ministério da Agricultura (NOVO, 2011, p. 156).
Quando visitamos um alambique não legalizado e compramos alguns litros da “bendita” com a intenção de presentear aqueles que também admiram essa bebida, podemos nos deparar com cachaças que contenham elementos indesejáveis. “Entre estes elementos estão: a porcentagem alta de cobre, a graduação alcoólica fora dos padrões, componentes secundários além dos limites (acidez volátil, álcool superior, furfural, aldeídos, ésteres em acetato de etila), metanol, ácido cianídrico” (CÂMARA, 2004, p.65).
A Caipira, é uma cachaça produzida em Minas Gerais, trata-se de uma bebida não legalizada. A pinga é nova, mantém no seu aroma primário o cheiro da cana, mas apresenta certa irritação na narina, leve toque acético. O sabor é levemente adocicado, acidez presente, o final se tem a sensação de queimar na boca.
Essa cachaça foi um presente da amiga Lene.
CÂMARA, Marcelo. Cachaça: prazer brasileiro. Rio de Janeiro: Mauad, 2004.
NOVO, Manoel Agostinho Lima. Viagem ao mundo da cachaça. São Paulo: NewBook, 2011.
Foto: Cavic

Estará acontecendo no início de 2012 no Mercado Municipal de Curitiba (PR) o curso de degustação de Cachaça ministrado pelo pesquisador e degustador de cachaça Manoel Agostinho Lima Novo.
Quem esta promovendo o curso é a loja especializada em cachaça Vô Milano. Consta que o curso será dividido em oito módulos, sendo seis em sala de aula e os últimos dois em visitas externa.

A cachaça Engenho da Serra é fabricada e engarrafada pela Família Gnatta, Morretes, Paraná.
Mantém um rótulo simples, agradável, tem a imagem de um barracão onde localiza o Engenho da Serra, a garrafa é de 700 ml. A pinga não é registrada falta algumas informações no rótulo, no auge do engenho nos anos de 1980 a bebida era registrada tendo uma grande produção. Conversando com o agrônomo e professor da UFPR, Agenor Maccari Jr, existe um projeto que esta sendo desenvolvido de criação de uma cooperativa em Morretes para legalizar os pequenos produtores de cachaça.

O visual da bebida tem um leve amarelado apesar de ser uma pinga nova, sua aparência é oleosa, escorre no copo.
O aroma vai de encontro a cana, frutas maduras lembrando a jabuticaba.
O sabor é leve, adocicado remetendo a erva-doce, mantem uma acidez no final.
Essa cachaça foi um presente da Suily Terezinha Gnatta, proprietária do restaurante Engenho da Serra e produtora da cachaça que mantém sua história desde 1910.
Fotos: Cavic