domingo, 4 de setembro de 2016
sábado, 3 de setembro de 2016
terça-feira, 23 de agosto de 2016
Cachaça e Literatura
O pesquisador, escritor e degustador de Cachaça
Marcelo Câmara divulgou algumas “revelações sobre personalidades da
política e da cultura brasileira”. São textos elaborados por ele sobre
fatos e curiosidades de várias personalidades brasileiras, uma delas é
do escritor Graciliano Ramos, onde escreve sua preferência pela cachaça
Azuladinha, bebida que tem a característica de ter cor azulada devido a
destilação com cascas de mexerica ou tangerina. A cachaça Laranjinha Celeste é produzida dessa maneira, o cheiro remete a mexerica diferente
do que é relatado no texto do Macelo Câmara. Confiram:
Graciliano Ramos –
O genial escritor, ateu, tinha a Bíblia como livro de cabeceira, e só
bebia cachaça. E foi assim durante toda a vida. Um amigo meu, seu
vizinho no Catete, Rio de Janeiro, me contou que o autor de “Vidas
Secas” tinha como companheira uma pinga de nome Azuladinha, do Engenho
de Bernardo Rollemberg, de Coruripe, das Alagoas. Degustei-a em 1995.
Cachaça mediana, apenas bebível, longe da Excelência Sensorial.
Aliás,
o nome da pinga – Azuladinha – é, na verdade, um diminutivo do tipo de
cachaça Azulada (pela lei em vigor, hoje, “Cachaça composta”), nascida
em Paraty, no Século XIX. Trata-se de uma cachaça nova, branca, que
recebe na panela do alambique folhas de tangerina, conferindo-lhe,
contra a luz, um tom azulado.
Não
há mudança no aroma ou no sabor. No início do Século XX, o Nordeste se
apropriou do nome “Azulada”, transformando o tipo de cachaça em várias
marcas de cachaça, substituindo as folhas de tangerina por cascas de
banana d’água, o que provoca o mesmo efeito cromático.
Ilustração: Cavic
domingo, 14 de agosto de 2016
quarta-feira, 10 de agosto de 2016
MAIS UMA DOSE
A aguardente composta Laranjinha Celeste é produzida e
engarrafada no Sítio Santo Antônio em Paraty (RJ), no mesmo alambique onde é
fabricada a cachaça Maria Izabel.
O rótulo é muito bem elaborado, não traz informações sobre a
graduação alcoólica e a característica da bebida, a garrafa contém 275 ml.
A Laranjinha Celeste não é uma Cachaça, como utiliza folhas
de mexerica no processo de destilação passa a ser uma aguardente composta de
acordo com a legislação brasileira. Essa bebida é apenas comercializada
diretamente no alambique, foi o que relatou a proprietária Maria Izabel.
A aguardente é límpida, escorre bem na borda do copo, é
levemente azulada característica da destilação com casca de mexerica. No nariz
vem o cheiro da cana, uva e a mexerica. O sabor é agradável, com uma certa
acidez, no retrogosto percebe-se a mexerica.
Foto: Cavic
domingo, 31 de julho de 2016
terça-feira, 19 de julho de 2016
domingo, 17 de julho de 2016
Fermentação na Cachaça
A fermentação é considerada por alguns como a parte mais importante do processo de produção da cachaça. Tem produtores que são fiéis ao fermento natural, também chamado de fermento caipira, normalmente é usado uma proporção de fubá, farelo de arroz, cana e garapa. A partir dessa mistura os microrganismos presentes irão dar início ao processo de fermentação.
Além do fermento caipira também é utilizado o fermento com leveduras selecionadas, são linhagens com maior resistência favorecendo o processo de fermentação.
Levedura para produção de cachaça
No processo
fermentativo o controle da temperatura é fundamental, o ideal é de
28° a 30°C. Quando finaliza a fermentação se tem o vinho de cana
que vai para destilação, uma das características marcante é
quando o “vinho” esta limpo, sinal que já acabou a fermentação e a decantação, quanto mais rápido for esse procedimento (decantação) menor a chance de ocorrer
uma fermentação acética que pode aumentar a acidez da cachaça.
“O aroma agradável
e frutado do mosto durante a fermentação provém da intensa
liberação de gás carbônico e dos componentes secundários,
álcoois superiores, aldeídos, ácidos e outros. Os acidentes de
fermentação decorrem, principalmente, de infecções por bactérias
indesejáveis (RIBEIRO,2002, p.87)”.
Confiram esse vídeo
sobre a levedura na produção de Cachaça:
RIBEIRO, José
carlos G. M. Fabricação artesanal da cachaça mineira. Ed. O
Lutador, Belo Horinzonte, 2002.
domingo, 19 de junho de 2016
quinta-feira, 16 de junho de 2016
MAIS UMA DOSE
Fabricada e engarrafada por Manoel Romulo Cembranelli a
Cachaça MatoDentro tem sua origem na cidade de São Luiz do Paraitinga (SP). A
bebida saboreada é uma cachaça premium ouro, garrafa de 300 ml com 41% de
graduação alcoólica. A característica de uma cachaça premium é ser 100%
envelhecida em dornas de madeira com no máximo 700 litros por pelo menos um
ano.
O rótulo é simples, apresenta a figura de um homem
carregando cana, o nome “MatoDentro” e a ilustração remete muito bem ao
ambiente relacionado a cachaça e ao mundo caipira.
A MatoDentro é levemente dourada, escorre bem no copo, ela é
envelhecida por dois anos em tonéis de carvalho. No nariz vem o cheiro da cana
e um pouco de baunilha. Na boca é agradável, tendo uma certa picância remetendo
a especiarias.
Foto: Cavic
quarta-feira, 8 de junho de 2016
sábado, 4 de junho de 2016
Registrando...
Os Barbeiros João e Onésimo já tem mais de 50 anos de
profissão, são testemunha das mudanças sociais, econômicas e políticas da
cidade de Antonina (PR). São amistosos, ótimos contadores de histórias e
amigos, já trabalharam juntos, atualmente cada um tem sua barbearia. A Barbearia Marcela é do João e a Barbearia Veiga é do Onésimo, ficam uma
quadra de distância entre elas. Os dois se encontram quase todos os dias para tomar café e
colocar a conversa em dia.
Já passaram por aqui, na época estavam com o amigo Claro que infelizmente veio a falecer.
Barbearia Marcela
Já passaram por aqui, na época estavam com o amigo Claro que infelizmente veio a falecer.
Time de Futebol de Antonina
Onésimo e João
Barbearia Marcela
Barbearia Veiga
Antonina - Centro
PR
Fotos: Cavic
domingo, 29 de maio de 2016
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