terça-feira, 7 de julho de 2009

Animação

Essa animação foi desenvolvida no setor Multimeios, onde foi ao ar na Tv Paulo Freire, ambos da Secretaria de Educação do Estado do Paraná, participei elaborando o storyboard, criação dos personagens e animação dos personagens. Além de mim várias pessoas estiveram envolvidas, é só conferir os créditos no final da animação.




sexta-feira, 26 de junho de 2009

Em busca de uma boa bebida.




A cachaça envelhecida na maioria das vezes é usado madeiras que interferem na qualidade da bebida. O texto a seguir do estudioso e pingófilo Marcelo Câmara, argumenta justamente isso, e questiona
algumas cachaças mineiras sobre a sua qualidade.
Quem produz cachaça de qualidade, com excelência sensorial, exibe, com orgulho, a nova (branca e fresca), pingada na ponta do alambique, a descansada em madeiras quase neutras e a envelhecida em madeiras adequadas, com disciplina e esmero, sob as rigorosas normas físico-químicas e ambientais da boa técnica do envelhecimento. Tudo isto sem temores, sem subterfúgios, sem tergiversações, sem ladinagens. Onde está a Cachaça Anísio Santiago? É temeroso apresentá-la. Certamente é ruim, imbebível. Qualquer alambiqueiro sábio, competente e honesto sabe que nenhuma cachaça armazenada por mais de três ou, no máximo, quatro anos, especialmente em madeiras agressivas, como o aromático bálsamo, não permanece cachaça, e não se torna, verdadeiramente, cachaça envelhecida. O resultado são extratos de madeira com álcool, aquelas às quais um mestre alambiqueiro chamou de “pingas de pau”. E isto é o que acontece com quem não obtém uma cachaça com excelência sensorial, pura e limpa, de aroma agradável, saborosa, de boa degustação e digestibilidade. A saída, o recurso, é mascarar a sua má qualidade sensorial, maquiá-la com a madeira que fascina e engana o consumidor comum, acostumada a beber cachaças ruins, nauseabundas, artesanais ou industriais, amadeirá-la rápida e intensamente com lenhos agressivos e crus, ou, lenta e excessivamente, com qualquer madeira, mesmo as agressivas curtidas, que tenham hospedado exclusivamente cachaça por décadas.
Marcelo Câmara
Ilustração: Cavic

sexta-feira, 19 de junho de 2009

domingo, 7 de junho de 2009

pinga "Cura Veado"

A militância gay do Paraná anda louca da vida. Uma empresa colocou à venda uma cachaça com o rótulo "Cura Veado", em que se vê um homem desmunhecado, de batom, unhas vermelhas, sobrancelhas arqueadas, cílios postiços e com os cabelos tingidos de rosa.
Líderes do movimento gay dizem ver preconceito e discriminação, ao passar a idéia de que a homossexualidade é doença e pode ser curada, e afirmam terem virado motivo de piadas de mau gosto.
Por R$ 9,90, a "Cura Veado" pode ser comprada em duas lojas da Magic Center em Curitiba e on-line no site da empresa. A ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais) enviou um ofício à empresa pedindo que ela "se dignifique a retirar o referido rótulo do produto, considerando-se que ele contribui para o preconceito e a discriminação, pois transmite uma idéia errônea da realidade homossexual, além de fazer deste cidadão objeto de riso".

VINÍCIUS QUEIROZ GALVÃO
Fonte: Folha de São Paulo, 30/11/2008.



Nomes desse tipo: cura veado, nabunda, amansa corno e outros, sempre estiveram presentes no mercado de pingas, claro que nesse caso do Paraná é preconceituoso, a ABGLT esta com toda a razão. Os fabricantes da pinga poderiam ser mais criativos como a cachaça de mesmo nome fabricada em São Lourenço (MG), que remete um rótulo mais elaborado (ver imagem).
Provavelmente essa cachaça produzida aqui no Paraná não deve ser de boa qualidade.










domingo, 24 de maio de 2009

MAIS UMA DOSE



















A Maria Bacana, cachaça que foi saboreada em Presidente Prudente (SP) , na casa do primo amigo irmão Valter Cavicchioli.
A garrafa tipo exportação, remete no rótulo um retrato de uma mulher, 700ml, 39% de graduação alcoólica, artesanal, envelhecida. Tem como fabricante Cachaça do Brasil Agro Industrial Ltda, Fazendinha, Rolândia, Paraná.
A pinga mantém uma viscosidade, o rótulo é funcional. Nas impressões gustativas é razoável, apenas honesta, o final é levemente ácida. O perfume é mediano, falta o cheiro da cana.
A cachaça é orgânica, apesar de não constar no rótulo. O José Carlos, responsável da produção da Maria Bacana relatou que a pinga é orgânica e armazenada em tonéis de aço inox, envelhecendo de forma induzida através de micro oxigenação com equipamento importado da Itália, onde é usado por vinícolas e destilarias de uísque na Europa. Essas informações não consta no rótulo, apenas define como um destilado envelhecido em tonéis de madeira, ou seja, informações errada.
Não tenho o preço dessa pinga, foi um presente do amigo Sileno ,de Mirante do Paranapanema (SP).




Foto: Cavic






terça-feira, 19 de maio de 2009

terça-feira, 12 de maio de 2009

O MEZ

Essa imagem é muito curiosa, remete a uma propaganda de um comercio de bebidas vinculada no jornal “O MEZ”, de 1917 em Paranaguá (PR). A conversa em torno de onde beber uma pinga em um ambiente agradável. O lugar apropriado é a Casa Candal, com o seu lema: “vender barato para vender muito”.
Quem enviou essa preciosidade foi o maior colaborador do MIDAUMA, o amigo Rafael David.

Valeu Rafael.








domingo, 3 de maio de 2009

Ai, corinthians,
Cachaça do torcedor,
Colorido em preto e branco,
Sem preconceito de cor.


Meus 20 anos ( Ai corinthians),
Paulinho Nogueira,
1973.



domingo, 26 de abril de 2009

MAIS UMA DOSE



Essa pinga foi saboreada em Ivinhema (MS), na casa da dona Leonice, minha mãe. A cachaça Tabúa (flor-de-prata) tradicional, nova, garrafa de 600 ml, formato diferente com a palavra “cachaça” gravada nas laterais e no fundo. O rótulo não valoriza a bebida, o contra-rótulo falta informação sobre a madeira.
Fabricada em novembro de 2007, lote 009, graduação alcoólica 42%, produzida e engarrafada por Tabúa Industria e Comercio de Cachaça Ltda, Taiobeiras, MG.
A vedação da garrafa é por chapinha, não tem dosador. O aroma remete a cana, agradável. O gosto rústico, remete levemente a uma determinada madeira, talvez o jequitibá, o final é um pouco picante.
Algo que chamou a minha atenção, é o fato da pinga não ter a característica licorosa, ou seja, falta “perna”, a pinga tem que escorrer lentamente no copo. Essa bebida foi saboreada com os amigos Shel e Jean Caverna.


Preço: R$ 11,90.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Bebidas sem registro...


Foto: Cavic
Andei bebendo um destilado diferente, é a pinga de mel, não é bem uma pinga, trata-se de um destilado de mel. Tem uma boa aparência, licorosa, tem “perna” para escorrer no copo, o aroma é mais para o álcool não tendo referência ao mel. O sabor remete ao álcool e também levemente ao mel. Não é uma bebida muito agradável.
Outro destilado saboreado foi a Cachaça do Mario, o aroma não é agradável, remete no final um leve cheiro azedo. O álcool esta acentuado no sabor, a graduação alcoólica deve ser alta.
Ambos os destilados são de Guabiruba (SC), são bebidas que não tem registro. A maioria dos alambiques brasileiros são clandestinos, lembrando que “das 8.500 fábricas mineiras de cachaça artesanal existentes em 2001, apenas cerca de 700 são legalizadas, ou seja, 8% das empresas do setor” (Fonte: Fabricação artesanal da cachaça mineira, José Carlos G. M. Ribeiro, 2002).


Os dois destilados foram presentes do amigo Rafael David.
Valeu Rafael.

domingo, 29 de março de 2009




O cartum retrata uma conversa entre Andy Warhol (1928-1987) e Duchamp (1887-1968), ambos tiveram grande destaque nas artes plásticas, vindo a serem "mentores" da conhecida arte contemporânea.
O cartum faz parte da pesquisa: Construção de Conhecimento e Sentido na Arte Contemporânea, da arte-educadora Edimara Fagundes.


Cartum: Cavic

quarta-feira, 25 de março de 2009























Cavic

domingo, 22 de março de 2009



E hoje em dia
Quando por mim você passa
Bebo mais uma cachaça
Com meu último tostão
Pra esquecer a desgraça
Tiro mais uma fumaça
Do cigarro que filei
De um ex-amigo que outra hora
Sustentei



PRA ESQUECER
Noel Rosa